Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Google está próximo da energia renovável de baixo custo

Quarta, 10 de Junho de 2009 às 08:58, por: CdB

O Google está se aproximando de sua meta de produzir energia renovável a preço inferior ao do carvão, informou o chamado "czar da energia ecológica" do grupo.

Mas os Estados Unidos precisam ampliar as pesquisas significativamente e assumir riscos muito maiores se deseja transformar a energia alternativa em produto comercialmente viável, disse o executivo Bill Weihl.

O Google, conhecido por seu serviço de buscas na Internet, anunciou no final de 2007 que investiria em empresas e conduziria pesquisas próprias para a produção de energia renovável a preço acessível -inferior ao do carvão-, em prazo de alguns poucos anos.

A empresa, que muitas vezes opera de maneira não convencional, retratou a decisão como um esforço filantrópico de combate à mudança climática. O trabalho está sendo conduzido pela unidade Google.org e os investidores da companhia se beneficiarão de quaisquer avanços obtidos.

A história da busca de energia barata e limpa pela empresa se tornou um fenômeno instantâneo, e o presidente-executivo do grupo, Eric Schmidt, já debateu com o presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a recuperação econômica e empregos ecológicos.

Weihl disse que as probabilidades de sucesso aumentaram nos últimos 12 meses ou pouco mais. Agora, ele acredita que exista a possibilidade de demonstrar uma tecnologia funcional em prazo de poucos anos.

– As chances agora são de mais ou menos 50% –, disse. – Dentro de três anos, podemos ter usinas de múltiplos megawatts em operação.–

A empresa realizou investimentos em energia eólica e geotérmica avançada, mas os engenheiros do Google estão concentrando suas atenções na energia térmica solar, um processo no qual a energia do sol é utilizada para aquecer uma substância que gera vapor para acionar uma turbina. Espelhos focalizam os raios do sol na direção da substância a ser aquecida.

Em contraste, as células solares fotovoltaicas, a forma mais comumemente usada de energia solar, transformam os raios do sol em eletricidade de forma direta.

– Nós estamos buscando modos baratos de se conseguir temperaturas muito mais altas e também fazer os heliostatos, campos de espelhos que acompanham o sol, refletirem o sol, mantendo a tecnologia focada na meta que estamos tentando atingir --torná-los muito, muito mais baratos. E eu acho que fizemos um progresso realmente interessante nos últimos seis a nove meses –, disse ele.

O investimento do Google tem sido modesto, até agora. A companhia injetou menos de US$ 50 milhões em companhias iniciantes que trabalham com energia limpa, enquanto os esforços do grupo de Weihl provavelmente alcançam cerca de US$ 10 milhões ou US$20 milhões. Lançar tecnologia em larga escala, contudo, não será barato, acrescentou ele.

Se o teste do projeto for bem sucedido,  – veremos se nós em conjunto com outras pessoas estamos preparados para financiar instalações maiores, muito maiores, ou se nós queremos levar mais alguns anos de experiência antes de realmente começarmos a aumentar a escala –, disse Weihl.

– Como sociedade nós precisamos de muito mais, e precisa ser sustentado –, afirmou ele, chamando os recentes financiamentos do orçamento de estímulo econômico dos EUA de um bom começo.

O carvão é abundante e barato nos Estados Unidos e na China, o que o torna uma fonte importante de energia e de dióxido de carbono que contribui para o aquecimento global. Então, ao produzir energia livre de carbono por menos do que o preço do carvão é visto como um estímulo para o sucesso da indústria de energia renovável.

Parte do processo de desenvolvimento são becos sem saída, explicou Weihl. Daqui a alguns anos, investidores devem dizer a si mesmos que, olhando para trás, parte dos esforços não foram produtivos.

– Se nós não estamos dizendo isso sobre algumas coisas, então não estamos tomando os riscos que precisamos tomar para realmente encontrarmos as inovações necessárias –, disse ele.

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