Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

<i>Google</i> diz que <i>Apple</i> rejeitou aplicativo de voz para <i>iPhone</i>

Segunda, 21 de Setembro de 2009 às 10:55, por: CdB

O Google afirmou que a Apple rejeitou seu aplicativo Google Voice para o iPhone, contestando declaração feita pela Apple a autoridades reguladoras no mês passado.

O caso levou a Federal Communications Commission (FCC), órgão regulador do comércio dos Estados Unidos, a enviar cartas às empresas, além da operadora de telefonia AT&T, que vende o iPhone no país com exclusividade, em busca de explicações.

Já a Apple reiterou na sexta-feira que não concorda com todas as declarações feitas pelo Google em carta à FCC, e disse que não rejeitou o aplicativo, mas está negociando com a companhia de buscas.

O caso pode ter implicações mais amplas para a indústria de telecomunicações norte-americana. Dependendo da resposta da FCC, a disputa pode abrir caminho para novas empresas entrarem no mercado, ou pode atrapalhar sua capacidade de usar aparelhos de grandes operadoras para oferecer descontos por seus serviços.

De acordo com material redigido publicado no site da FCC nesta sexta-feira, o Google afirmou ter ficado sabendo da rejeição do produto pela Apple através de representantes da empresa após uma série de reuniões, ligações e email.

Em carta de resposta, a Apple já havia dito que não rejeitou o aplicativo para o iPhone e ainda estuda o software, uma vez que parece servir como substituto para a função básica de telefone móvel do aparelho e para sua interface por um sistema próprio para chamadas, e mensagens de texto e de voz.

As cartas enviadas pelas empresas seriam em resposta ao inquérito aberto pela FCC em julho, que está sob nova liderança e busca um novo olhar sobre a situação da concorrência no setor de telecomunicações móvel.

A FCC, presidida por Julius Genachowski, buscava saber o porquê da rejeição do Google Voice pela Apple e quais termos foram debatidos entre Apple, Google e AT&T.

No documento, o Google afirma que a Apple também rejeitou o aplicativo Google Latitude, sob alegação de que este substituiria aplicativos de mapeamento já inclusos no aparelho, gerando confusão entre usuários.

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