Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Goldman Sachs eleva preço-alvo das ações da Petrobras

O Goldman Sachs manteve a recomendação de compra para os papéis da Petrobras e aumentou o preço-alvo das ações preferenciais de R$ 22 para R$ 24,2, em relatório em que colocou a estatal na lista de destaque do setor de energia na América Latina.

Segunda, 14 de Julho de 2014 às 11:00, por: CdB
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O preço-alvo já inclui a incorporação dos quatro novos contratos que serão firmados entre Petrobras e governo
O Goldman Sachs manteve a recomendação de compra para os papéis da Petrobras e aumentou o preço-alvo das ações preferenciais de R$ 22  para R$ 24,2, em relatório em que colocou a estatal na lista de destaque do setor de energia na América Latina. O preço-alvo das ações ordinárias também foi elevado, para R$ 23,3, ante R$ 21,2. Às 13h28, as ações preferenciais subiam 3,8%, enquanto as ordinárias avançavam 3,6%. O preço-alvo já inclui a incorporação dos quatro novos contratos que serão firmados entre Petrobras e governo para a produção de volumes excedentes de quatro campos da Cessão Onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos. - Nós não vimos os termos contratuais econômicos (do excedente da cessão onerosa) como negativos - afirmou o relatório do banco, em meio a uma série de avaliações negativas do mercado. Segundo o banco, a Petrobras pôde adquirir volumes adicionais de barris, assegurando o crescimento da produção para depois de 2025 com termos relativamente atrativos, além de resolver o problema do novo cálculo necessário para a aquisição de volumes adicionais. Já sobre a situação financeira da Petrobras, o banco espera uma melhoria nas condições entre 2015 e 2016 conforme meta já traçada pela estatal em comparação com 2014, independentemente do resultado das eleições presidenciais, que têm movimentado os papéis da empresa. Isso considerando que a estatal enfrenta flexibilidade limitada do ponto de vista de alavancagem. A expectativa do Goldman Sachs é que a Petrobras não deve ajustar os preços dos combustíveis neste ano, e avalia como consistente as chances de um aumento de preços de 4,7%  em 2015. - Destacamos que cada aumento de 1%  nos preços dos combustíveis representa mais R$ 0,85  para o nosso preço-alvo - afirmou o relatório. O banco ressaltou ainda que o fluxo de notícias em torno da publicação de pesquisas eleitorais deve continuar a ter um impacto sobre os preços das ações da Petrobras na bolsa, como tem acontecido desde o primeiro trimestre deste ano. Para o Goldman Sachs, as principais preocupações para os papéis da empresa incluem efeitos de desvalorizações cambiais que não são compensados ​​por aumentos de preços de combustível no mercado interno. No mesmo relatório, o Goldman também manteve recomendação "neutra" para os papeis da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP). O banco destacou que a empresa está muito exposta a dois projetos: Campo de Atlanta, na Bacia de Santos, e o Campo de Manati, onde produz gás com parceiros. - Um maior nível de diversificação da produção nos faria ver QGEP de forma mais positiva - afirmou o banco.
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