Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

GOL reduz tarifas após constatar crescimento menor

A Gol foi a empresa aérea com menor taxa de crescimento no mês de fevereiro, com 5,8% em relação há um ano, enquanto a TAM registrou alta de 43,6% no período e a Varig 14,6%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). (Leia Mais)

Segunda, 07 de Março de 2005 às 09:06, por: CdB

A Gol foi a empresa aérea com menor taxa de crescimento no mês de fevereiro, com 5,8% em relação há um ano, enquanto a TAM registrou alta de 43,6% no período e a Varig 14,6%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). Com o início da baixa temporada, a novata do setor decidiu reduzir em até 56% suas tarifas.

"Não se trata de promoção", informou em um comunicado o vice-presidente de Marketing e Serviços, Tarcísio Gargioni. "Temos uma metodologia de precificação dinâmica que leva em conta diversas variáveis como demanda, horários e antecedência da compra", afirmou, dizendo tratar-se de um reposicionamento de tarifas. Para o analista da corretora Pentágono Marcelo Ribeiro, que esperava crescimento da Gol mais em linha com o mercado - de 7,4% em fevereiro - a redução de tarifas foi uma medida acertada para tentar reverter a situação.

- O investidor de Gol quer crescimento, esse desconto deve ser justamente para garantir isso - avaliou.

A Gol foi criada em janeiro de 2001 e ocupa a terceira colocação do mercado, com 24% dos passageiros transportados em fevereiro, cerca de 553 mil. A TAM, hoje líder no Brasil com 42% de market share, transportou no mês passado 955 mil pessoas.

Varig também cresce

Já a Varig, que aguarda uma solução do governo para sua pesada dívida de R$ 7 bilhões, fechou fevereiro com mercado maior do que no mesmo mês do ano passado. A empresa transportou 32% dos 2,3 milhões de passageiros registrados em fevereiro, total equivalente a 730 mil pessoas. O resultado marca um crescimento da Varig de 14,6% em relação há um ano. A empresa lidera entre as brasileiras o tráfego internacional, com 82% desse mercado.

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