Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Gol prevê ampliar oferta em 24% ao ano até 2009

Terça, 10 de Maio de 2005 às 11:41, por: CdB

Depois de passar a Varig e se tornar a segunda maior companhia aérea do mercado, a Gol mostrou que pretende se firmar na posição, projetando crescimento na oferta de assentos de 24 % ao ano até 2009. A frota deve pular dos atuais 30 aviões para 70 aeronaves, a maioria Boeing 737-800.

O presidente da empresa, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou em teleconferência com analistas nesta terça-feira que a empresa recebeu 66 novas frequências no primeiro trimestre do ano, sendo 12 na ponte aérea Rio-São Paulo, trecho mais cobiçado do mercado brasileiro.

- Com o fim do code-share (compartilhamento de vôos de Varig e TAM), todos aumentaram as suas ofertas - justificou.

Para o segundo trimestre, a Gol pretende iniciar vôos para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, segundo destino internacional depois da bem-sucedida experiência com Buenos Aires, para onde a Gol passou a voar no final de 2004.

- Mês que vem começamos a voar para Santa Cruz e ainda este ano devemos chegar a Uruguai e Paraguai - informou Constantino Júnior.

A Gol fechou abril com 27,8% do mercado doméstico, perdendo apenas para a líder TAM, e com 2,1 por cento do mercado internacional.

A empresa reviu de 2,8 bilhões para 3 bilhões de reais a projeção de receita para este ano, com lucro por ação oscilando entre 2,85 e 3,15 reais, contra estimativa anterior de 2,70 a 3 reais.
No primeiro trimestre do ano a empresa lucrou 111,2 milhões de reais, crescimento de 63,7% sobre o mesmo período do ano passado.

A Gol informou que fez hedge para a oscilação do preço do combustível, o que lhe garantiu ganhos operacionais.

- O programa de hedge de combustível mais que compensou o aumento de preço do petróleo, até gerou ganhos - disse o vice-presidente financeiro Richard Lark, sem informar valores.

No período, a empresa reduziu suas tarifas pela metade, o que atraiu mais passageiros e aumentou a rentabilidade, segundo Lark. A margem Ebitdar (lucro antes de impostos, juros, amortizações, depreciações e leasing) no primeiro trimestre cresceu 29,1%, para 235,9 milhões de reais.

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