Rio de Janeiro, 19 de Fevereiro de 2026

Goiás e DF formalizam pedido de Força Nacional

Sexta, 21 de Setembro de 2007 às 18:02, por: CdB

O estado de Goiás e o Distrito Federal acertaram um acordo sobre os custos da contrapartida para formalizar o pedido de ajuda da Força Nacional de Segurança Pública. O secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller, anunciou que o estado já fez o pedido de envio de 180 homens ao Ministério da Justiça, responsável pela gestão das tropas federais.

O impasse até agora era financeiro, porque o estado goiano afirmava que não tinha recursos para arcar com as despesas de infra-estrutura da tropa, alimentação, hospedagem e transporte – a contrapartida necessária dos estados. Contudo, na tarde desta sexta-feira, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), se comprometeu a pagar as despesas. Já a União é responsável pelo pagamento das diárias do efetivo.

— O governador manteve contato conosco agora à tarde e assumiu o custeio da Força Nacional. Com isso fizemos o pedido —, disse o secretário goiano à Agência Brasil.
 
A Secretaria e Segurança Pública do Distrito Federal confirma a informação de que vai pagar a contrapartida necessária. Segundo Ernesto Roller, "o passo agora é aguardar uma resposta do Ministério da Justiça".

O Ministério da Justiça, no entanto, afirma que, até o momento, não recebeu nenhum documento. A região chamada de entorno do Distrito Federal é formada por 31 municípios: 19 municípios goianos, 10 distritais e três mineiros.

O tema da repressão à violência na região ganhou maior repercussão após a tentativa de homicídio, na quarta-feira, contra o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, do jornal Correio Braziliense. Ele foi baleado no município de Cidade Ocidental (GO), enquanto fazia uma série de reportagens sobre o tráfico de drogas e a violência no local.

Muitos dos 31 municípios do entorno do Distrito Federal foram criados com o crescimento de Brasília. De acordo com o prefeito de Cidade Ocidental, Plínio de Oliveira, a maioria dos habitantes veio para Brasília atrás de emprego, não conseguiu e foi obrigada a procurar lugares mais baratos para morar.

O município é definido pelo prefeito como “cidade-dormitório” já que a boa parte das pessoas trabalha ou estuda na capital federal. Financeiramente, o município é dependente dos governos estadual de Goiás e do Distrito Federal.

A situação é parecida nos demais municípios do entorno. Por isso, em 1998, a Lei Complementar nº 94 criou a Rede Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF) para abrir a possibilidade de programas e parcerias dos estados no entorno. Uma das áreas de abrangência da Rede é justamente a segurança pública.

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