Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

GM pára em São Paulo à espera de nova proposta salarial

Os funcionários da General Motors fizeram uma paralisação de duas horas, nesta quarta-feira, na maior fábrica no Brasil, localizada em São José dos Campos, no interior paulista. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, os funcionários do turno da manhã paralisaram a produção da montadora das 6h às 8h para pressionar a montadora a melhorar sua proposta de reajuste salarial. (Leia Mais)

Quarta, 13 de Setembro de 2006 às 10:01, por: CdB

Os funcionários da General Motors fizeram uma paralisação de duas horas, nesta quarta-feira, na maior fábrica no Brasil, localizada em São José dos Campos, no interior paulista. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, os funcionários do turno da manhã paralisaram a produção da montadora das 6h às 8h para pressionar a montadora a melhorar sua proposta de reajuste salarial. O diretor do sindicato, Vivaldo Moreira, afirmou que as paralisações são "um alerta" para a empresa.

A empresa propôs um reajuste de 4,19%, com aumento real de 1,3%, mais um abono de R$ 650, após quatro rodadas de negociação. A proposta que foi considerada "indecente" pelo diretor do sindicato.Os funcionários, que têm data-base neste mês, reivindicam reajuste de 13,8%. Moreira afirmou que, se a empresa não apresentar uma nova proposta, nesta sexta-feira o sindicato pode decidir ampliar a paralisação.

A assessoria de imprensa da GM confirmou, nesta quarta à tarde, que houve a paralisação da fábrica durante a realização de assembléia nesta manhã, e acrescentou que as atividades já foram retomadas, sem mais comentários sobre negociações salariais em curso. A exemplo da Volkswagen, que planeja demitir 3,6 mil funcionários em sua unidade de São Bernardo do Campo (SP), a GM alega ter prejuízos com valorização do real ante o dólar e uma queda de 20% nas exportações neste ano. Estes números prevêem a produção de menos 40 mil veículos e a transferência de 960 postos de trabalho da fábrica de São José para a de Gravataí (RS).

A GM também enfrenta dificuldades nos Estados Unidos e Canadá, onde planeja cortar cerca de 30 mil empregos e fechar 12 fábricas até 2008. Na América do Norte, entretanto, a empresa é prejudicada pela forte concorrência de montadoras asiáticas. Devido à grave crise financeira e à redução das atividades menos lucrativas, a GM pode perder neste ano o posto de maior montadora do mundo para a japonesa Toyota.

A unidade de São José dos Campos foi inaugurada em 1959, emprega 9.500 pessoas e produz as linhas do Corsa, Meriva, picapes S10 e Montana, Blazer e Zafira.

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