O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimaraes, disse nesta segunda-feira que está impressionado com a globalização do esporte, ao término da primeira fase do Mundial feminino, que está sendo disputado no Japão.
- O vôlei me impressiona cada vez mais porque está globalizado. Conversei com o técnico de Camarões (o alemão Peter Nonnenbroich) e, por exemplo, a jogadora número um de sua equipe começou a jogar ''indoor'' há só dois meses", destacou o treinador, campeão olímpico com a Seleção masculina em 1992, em Barcelona.
Zé Roberto, 52 anos, ressaltou a aparição de novas equipes no cenário internacional, até agora quase desconhecidos no vôlei, que em poucos anos poderão chegar ao primeiro nível.
- Há equipes que estão passando por uma etapa muito difícil, na qual estão aprendendo. É o caso de Camarões e também o do Cazaquistão, outro que ficou fora no grupo. O Brasil, há trinta anos, já era o décimo, décimo segundo, mas há quarenta estava como estas equipes, e depois começamos a crescer pouco a pouco", explicou o treinador, que não rejeita a condição de favorito.
Com respeito ao nível geral do torneio, Zé Roberto o considera bom e ressaltou que seu novo grupo no torneio, o F, com sede em Osaka, é o "grupo da morte".
- O nível geral é bom, ainda que não tive tempo de todos os jogos. Mas agora vai melhorar ainda mais, principalmente em nosso grupo, o 'grupo da morte'. Agora é tudo ou nada, advertiu.
Nos encontraremos com equipes muito boas (como Rússia, Alemanha e China) e teremos que dar tudo para obter bons resultados", disse.
- É preciso ganhar pelo menos três jogos para passar às semifinais - previu o treinador.
O Brasil estréia na segunda fase na madrugada desta quarta-feira contra o Azerbaijão, uma das novas equipes no cenário mundial, que terminou em quarto lugar no Grupo B, disputado em Sapporo.