Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Gilson Kleina pede paciência à torcida e cobra "espírito" do time

Entre todos os alvos de protestos da torcida palmeirense no empate sem gols com a Chapecoense, Gilson Kleina foi o mais xingado. Os poucos que não usaram palavrões o chamaram de “burro”.

Quarta, 04 de Setembro de 2013 às 08:52, por: CdB
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Entre todos os alvos de protestos da torcida palmeirense no empate sem gols com a Chapecoense, Gilson Kleina foi o mais xingado
Entre todos os alvos de protestos da torcida palmeirense no empate sem gols com a Chapecoense, Gilson Kleina foi o mais xingado. Os poucos que não usaram palavrões o chamaram de “burro”. Sob a maior pressão que enfrentou em quase um ano no clube, o técnico pede paciência a quem está nas arquibancadas, ao mesmo tempo em que faz eco às cobranças do presidente Paulo Nobre por mais entrega em campo. - Pela grandeza do clube, não dá para aceitar. Pedi para voltar a ter o espírito - disse o treinador, em palavras bem similares às usadas pelo presidente há uma semana. Em Curitiba, Nobre apontou uma apatia já presente há alguns jogos e se irritou pela derrota por 3 a 0 para o Atlético-PR que eliminou o clube da Copa do Brasil. Se antes discordava da ‘apatia prolongada’ do time, Kleina passou a ficar mais cabisbaixo à medida que ouviu do diretor executivo José Carlos Brunoro, em entrevista, que ainda não está nos planos para o centenário. Afirmação frustrante para um técnico que já sabia não ser um dos preferidos de Nobre – foi mantido porque o presidente assumiu após o início do Paulista e sobreviveu à goleada para o Mirassol e à queda na Copa do Brasil também porque sua demissão custaria caro ao endividado clube. Sincero, Kleina está consciente do peso da derrota para o Atlético-PR, embora insista em pedir para que a bronca pública de Nobre seja esquecida. “A forma como saímos pode ter deixado gerar uma desconfiança, mas não queríamos ser eliminados. Sempre trabalhamos com seriedade aqui, preparando o melhor, mas às vezes não é assim”, disse o técnico, falando diretamente ao torcedor. - Estamos sentidos e pedimos para o torcedor ter paciência para que possamos ir forte até o fim. Fazemos tudo pelo torcedor para que possamos pegar força e tudo acontecer. Que encham o Pacaembu”, convocou. “A Série B é difícil, precisamos do apoio do torcedor - continuou. Na tentativa de buscar a simpatia de quem o critica, Kleina até argumenta a favor dos que não foram ao Pacaembu na fria e chuvosa noite dessa terça-feira, quando menos de 9 mil pagantes assistiram a uma partida que valia a liderança do primeiro turno da Série B – que ficou com o Palmeiras, apesar da contestável atuação no 0 a 0. - O horário é difícil, a chuva atrapalha... Quase 9 mil em uma terça mostra que o Palmeiras tem muita torcida”, elogiou o técnico. “Sempre temos 20 mil e vamos resgatar, dar liga de novo, o grupo vai dar a volta por cima. Jogando com a torcida ficamos mais fortes - reforçou Kleina.
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