Os advogados do ex-banqueiro Salvatore Cacciola ainda têm a possibilidade de entrar com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele não seja preso no Brasil. A informação é do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes.
- Sempre há a possibilidade de se entrar com um habeas corpus. Já houve inclusive habeas corpus no plenário do Supremo Tribunal Federal. Quanto a isso não há nenhuma novidade - disse.
Na última quarta-feira, a Corte de Apelação do Principado de Mônaco rejeitou o recurso apresentado pelos advogados do ex-banqueiro contra decisão da Justiça do principado que autorizou a extradição de Cacciola para o Brasil. Agora falta apenas a confirmação do príncipe Albert, que deve sair em julho.
O ministro Gilma Mendes disse que o Judiciário brasileiro só pediu a extradição do banqueiro porque acreditava na possibilidade de julgamento no país.
- Acredito que o Judiciário só pediu a extradição exatamente porque tem essa perspectiva, de dar seqüência a esse processo crime existente - afirmou.
As declarações do presidente do STF foram dadas no Itamaraty, onde participou da solenidade em homenagem aos heróis da Copa do Mundo de 1958.