Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Gilberto Gil participa da abertura da 'VI Bienal do Livro da Bahia'

Sábado, 16 de Agosto de 2003 às 17:42, por: CdB

Até o dia 24 de agosto, os baianos têm um encontro marcado com o universo da literatura. Aberta na última sexta-feira, pela manhã, a VI Bienal do Livro da Bahia deverá atrair cerca de 190 mil pessoas ao Pavilhão de Feiras do Centro de Convenções de Salvador.
 
São 385 mil publicações, desde livros infantis a títulos de pós-graduação, e 350 expositores num espaço de 19 mil metros quadrados.
 
A solenidade de abertura contou com a presença do ministro da Cultura, Gilberto Gil, dos senadores Antonio Carlos Magalhães, César Borges e Rodolpho Tourinho, do governador Paulo Souto e do prefeito Antonio Imbassahy.
 
A bienal estará aberta ao público sempre das 10h às 22h. O ingresso custa R$ 4 com direito a abatimento de R$ 2 na compra de livros dentro da feira.

A edição deste ano da Bienal do Livro homenageia o poeta baiano Wally Salomão (falecido há pouco mais de dois meses), que chegou a ser secretário do Livro no Ministério da Cultura.
 
- No meu coração, o evento é todo dele, um grande agitador cultural com traços típicos do intelectual baiano - derramou-se Gilberto Gil, enquanto o governador Paulo Souto descerrava a placa de inauguração da feira.

O ministro da Cultura afirmou também que a bienal tem o objetivo de incentivar o hábito da leitura nos contextos familiares e representa a aproximação da sociedade com o universo da palavra escrita.

A VI Bienal do Livro da Bahia, que se consolida a cada ano como um evento do calendário oficial do Estado, busca atingir, principalmente, o público jovem.
 
Estima-se que mais de 80 mil estudantes de escolas públicas e particulares da capital e do interior passem por lá. Ao circular pelos estandes da bienal, o governador Paulo Souto fez referências à chamada indústria criativa, um termo muito usado recentemente.
 
- A indústria criativa, algo bastante significativo nas civilizações modernas, está expressa na literatura, nas artes, na música e representa o que há de mais legítimo em um povo. Através desta bienal, nós, do governo, temos o papel de estimular cada vez mais o gosto do povo por esses meios culturais - ressaltou o governador.

A feira expõe ao público livros para todos os gostos, como anedotas, romances e os complicados títulos de matemática financeira. Há também publicações de poesias, ficção científica, aventura e suspense. Os espaços em que as publicações estão expostas também são diversos.
 
No Espaço Jovem Leitor, as crianças descobrirão desde cedo o prazer da leitura num local decorado especialmente para o público infantil.
Lá, os pequenos leitores podem ainda se divertir com os contadores de histórias, ampliando seus conhecimentos em comunicação e cultura.

O público poderá até mesmo manter contato com seus ídolos literários, a exemplo de João Ubaldo Ribeiro, Ana Maria Machado, João Gilberto Noll e Antônio Torres. Eles e muitos outros escritores estarão no espaço Café Literário, debatendo com os visitantes temas variados, como preferências culturais e livros de cabeceira.
 
Na Arena Universitária, estudantes de curso superior vão discutir assuntos da atualidade, como cinema, televisão, literatura, teatro, poesia, publicidade, moda, turismo, folclore, cordel e dança.

A VI Bienal do Livro da Bahia é uma realização da Fagga Eventos, com apoio do governo estadual (através das secretarias da Cultura e Turismo, da Educação e da Fazenda), Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Câmara Baiana de Livros, Correios e Ministério da Cultura.

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