O ministro da Cultura, Gilberto Gil, exonerou nesta quarta-feira seu amigo de infância e subordinado, Roberto Costa, que ocupava a Secretaria de Desenvolvimento de Programas e Projetos Culturais no Ministério da Cultura desde o início de sua gestão à frente da pasta.
O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, disse que o motivo da exoneração foi o "pouco respeito às normas legais" demonstrado por Pinho em sua atuação como gestor público.
Em 18 de dezembro do ano passado, o ministério tinha aprovado uma parceria com o Ibrac (Instituto Brasil Cultural) no valor de R$ 1,5 milhão. O presidente do Ibrac, Sérgio de Souza Fontes Arruda, é amigo de Pinho e proprietário da casa em que ele mora, em Brasília.
A suspensão da parceria, destinada a um programa de estímulo à cultura na periferia das grandes cidades, ocorreu no dia 29 de dezembro. Segundo o ministério, Pinho só foi exonerado nesta terça-feira porque estava em férias desde o início do ano.
A parceria não foi o único projeto tocado na área de Roberto Costa Pinho que teve de ser cancelado. Além dele, o ministério também cancelou uma licitação para a construção de 16 Bases de Apoio à Cultura, orçadas em pelo menos R$ 1,5 milhão cada uma (total de R$ 24 milhões).
O motivo é que essa licitação não podia ser lançada antes que uma outra, para a escolha dos critérios de seleção dos terrenos, estivesse concluída.
Uma reportagem no jornal "Estado de S. Paulo" desta quarta-feira informou que o cancelamento da parceria com o Ibrac foi determinado pela assessoria jurídica do Planalto. O ministério nega e afirma que a suspensão foi resultado de uma força-tarefa interna.
Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026
Edições digital e impressa