Acusado pela Polícia e pelo Ministério Público de ter matado, no dia 28 de março, o pai, Luiz Carlos e a madrasta Alessandra Troitiño, o ex-seminarista Gil Rugai contou no último domingo, pela primeira vez, com exclusividade, ao programa 'Fantástico', da TV Globo, a sua versão.
Preso há 18 dias no Centro de Detenção Provisória do Belém, na Zona Leste de São Paulo, Rugai passou o aniversário de 21 anos atrás das grades. Na próxima sexta-feira ele vai depor no tribunal.
Rugai disse que foi escolhido como bode expiatório do caso e afirmou que nunca teve armas de fogo:
- Por incapacidade, escolheram o réu mais simples. Eu nunca tive nenhuma arma de fogo. Eu fiz um curso de tiro. Assim que meu pai soube, me proibiu.
O ex-seminarista afirmou ainda era o homem de confiança do pai:
- Todos os funcionários que estavam lá (na produtora) fui eu quem contratou.
Rugai disse que o sócio - Rudi Otto Kretschman, que prestou depoimento contra ele - inventou inúmeras acusações.
- Disse que eu tinha arma, que era traficante e que não gostava nem um pouco do meu pai. Não sei porque ele falou isso - falou.
Perguntado sobre quem teria cometido o crime, respondeu:
- Não conheço ninguém tão frio, tão mau a ponto de fazer uma coisa dessa. Papai nunca teve inimigos.
Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026
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