A questão do reajuste do salário mínimo é difícil de ser solucionada e agradar a todos. O reajuste depende de fatores como a Previdência e os orçamentos dos governos estaduais e municipais. A declaração foi dada pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, na festa em comemoração ao Dia do Trabalho, promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), na Avenida Paulista.
"Será que eles têm condições de arcar com folhas de pagamento maior do que a que eles já têm, com os salários mínimos aumentados para além das possibilidades deles?", questionou o ministro.
Segundo Gil, a negociação do reajuste do mínimo leva em conta, além da Previdência e dos governos estaduais e municipais, as donas de casa e também as necessidades dos trabalhadores. "É um balanço entre prós e contras e chega-se sempre a um número que é aproximado daquilo que era necessário", disse.
- Em um país como o Brasil, nunca o aumento do salário mínimo é na medida do necessário, mas eu tenho a impressão que é aquilo que se pode fazer - afirmou.
A outra questão que está entre as principais reivindicações dos trabalhadores, o desemprego, segundo o ministro, é um problema mundial. "Os governos todos no mundo têm dificuldades de lidar com o desemprego. Ainda assim, é preciso comemorar o que já foi conseguido", disse.
-Minha receita é cada um fazer o que é da sua responsabilidade, governo, sociedade civil, empresários e movimento sindical.
Gil afirmou que a manifestação da CUT não é de protesto, mas de reivindicação.
- É para dizer: olha, estamos precisando de mais coisas, será que daria para a gente conseguir?