Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Gil defende política própria para as chamadas indústrias criativas

Terça, 18 de Janeiro de 2005 às 18:19, por: CdB

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, defendeu em reunião na França com representantes do G-77, o grupo de países em desenvolvimento, a importância das chamadas indústrias criativas. Na opinião do ministro, elas deveriam ter uma política própria, sob o argumento de que produtos e serviços culturais não podem ser tratados da mesma forma que os mercadológicos, pois trazem valores específicos para a soberania e preservação de culturas.

Gil disse que pretende mobilizar a comunidade internacional para a inclusão dessas indústrias criativas como alavancas para os países em desenvolvimento. Nelas, a criatividade é a base do processo de produção, envolvendo produtos como o artesanato ou o audiovisual. "É importante - nos setores da economia do Brasil, Índia, China e vários países em desenvolvimento - um guarda-chuva institucional mais amplo e internacional, que dê lugar às várias competências", afirmou o ministro ontem, após pedir apoio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) para a realização em abril, em Salvador, de um Fórum sobre Indústrias Criativas.

O fórum, acrescentou, é o primeiro passo para um projeto maior, a criação do Instituto Internacional de Indústrias Criativas, com sede no Brasil. "O Brasil está fazendo a articulação junto aos demais países e organizações, e vamos reivindicar e trabalhar para que essa instituição vá para o Brasil", prometeu. Gil explicou ainda, em entrevista à Rádio França, que a idéia da criação do centro nasceu de uma iniciativa do secretário geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), Rubens Ricupero.

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