Os membros do atual Conselho Superior de Cinema terão de colocar os cargos à disposição do Ministério da Cultura para que o governo se sinta à vontade na indicação, juntamente com representantes do setor, de novos nomes para a diretoria. A decisão foi tomada em reunião no Palácio Gustavo Capanema (sede do Ministério da Cultura no Rio), na noite desta quinta-feira, onde cineastas e representantes do setor de Audiovisual discutiram com o secretário Nacional de Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, a nova política de subsídios e a reformulação do Conselho Superior de Cinema. Decidiu-se, por consenso, que a formatação do Conselho deve ser alterada, permanecendo os ministros e mais três representantes da atividade e três representantes da sociedade civil. À reunião compareceram os titulares da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e foram definidos os subsídios a serem encaminhados à Casa Civil, tanto a respeito da Medida Provisória n.º 2.228/2001, quanto sobre a reformulação do Conselho Superior de Cinema. O setor audivisual já contribui na revisão do texto da MP que criou a Ancine. Também foi definido que um grupo de trabalho, formado por representantes do Ministério da Cultura e da Ancine, deverá apresentar no prazo de 30 dias após a Semana Santa um relatório com as sugestões da classe. Durante esse período, o grupo governamental estará aberto para novas sugestões. Além do secretário Orlando Senna, compareceram à reunião o diretor presidente da Ancine, Gustavo Dahl, e os cineastas Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Luis Carlos Barreto, Zelito Viana, Murillo Salles (Abraci), Marisa Leão, Paulo Thiago, Roger Madruga, Mário Diamante, Marco Altberg (ABPI), Dulce Continentino (Sicavi), Marcelo Laffitte e Manoel Rangel (ABD), Toni Venturi (APACI), Gilberto Assis Brasil (Sul) e Leopoldo Nunes.