Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Gestão Haddad cobra Sabesp para evitar 'prejuízo grave'

A prefeitura de São Paulo voltou a cobrar da Sabesp que emita previsões sobre falta d'água em unidades educacionais sob controle do município para que se possa adotar medidas paliativas que evitem a suspensão das aulas. A empresa estadual se comprometeu a enviar caminhões-pipa sempre que necessário.

Domingo, 19 de Outubro de 2014 às 08:28, por: CdB
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Haddad informou que ele e os demais prefeitos da região metropolitana se colocaram à disposição da Sabesp para uma reunião
A prefeitura de São Paulo voltou a cobrar da Sabesp que emita previsões sobre falta d'água em unidades educacionais sob controle do município para que se possa adotar medidas paliativas que evitem a suspensão das aulas. A empresa estadual se comprometeu a enviar caminhões-pipa sempre que necessário.

Das 2.768 escolas da rede municipal de ensino, 34 declararam existir algum tipo de desabastecimento de água ao longo desta semana, segundo contabilidade divulgada na sexta-feira pela gestão Fernando Haddad (PT). O problema não foi mais grave, avalia a Secretaria de Educação, por conta do feriado do Dia do Professor.

- Queremos uma alteração de prioridade no abastecimento e na informação sobre eventual desabastecimento nas escolas municipais - diz o secretário de Educação da capital, Cesar Callegari, em entrevista à repórter Anelize Moreira, da Rádio Brasil Atual. “Escola não é um lugar onde você pode de manhã cedo descobrir que está sem água. As crianças são levadas para as escolas pelas peruas, pelas mães, pelos pais, e não podem ser surpreendidas no início da manhã. Muito menos podemos permitir ou achar normal a suspensão de dias letivos porque isso é um prejuízo educacional grave para as crianças.”

Em ao menos uma unidade, a Escola Infantil Almirante Tamandaré, na Mooca, zona leste, houve dispensa de alunos por conta do racionamento. Na área de saúde, 15 unidades informaram desabastecimento, o que, na maior parte dos casos, leva à suspensão do serviço devido à impossibilidade de manter as condições de higiene adequadas a um tratamento médico.

Haddad informou que ele e os demais prefeitos da região metropolitana se colocaram à disposição da Sabesp para uma reunião com a finalidade de definir ações de colaboração das administrações municipais no combate à falta d'água. Ele defendeu que a questão seja tratada pela empresa estadual com a maior transparência possível e que sejam fechados planos de contingência para superar a crise.

- Esse preparo não significa preparar suspendendo aulas. É preparar para que as escolas tenham água - acrescenta Callegari. “Esperamos que nenhuma escola tenha que passar por isso, de voltar as crianças para casa ou interromper as aulas. Estamos chegando no final do ano letivo, é um momento de avaliações, fechamento do ano.”

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