Rio de Janeiro, 20 de Março de 2026

Gerdau declara lucro em alta no terceiro trimestre

Terça, 07 de Novembro de 2006 às 11:02, por: CdB

Maior produtora de aços longos das três Américas, a Gerdau obteve no terceiro trimestre lucro líquido 8,6% maior que no mesmo período do ano passado, influenciado por consolidações de ativos comprados na América do Sul e nos Estados Unidos. A companhia teve resultado positivo de R$ 881,98 milhões, um pouco acima dos R$ 811,60 milhões registrados no mesmo período de 2005.

Em comparação com o segundo trimestre, o lucro ficou 9,6% abaixo, prejudicado por maiores despesas financeiras e não operacionais no período, informou a companhia, citando como motivo liquidação antecipada de debêntures da unidade norte-americana da companhia, a Gerdau Ameristeel e variação cambial sobre dívida em moeda estrangeira contratada no Brasil. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) no trimestre passado somou R$ 1,547 bilhão, ante R$ 1,145 bilhão no mesmo período de 2005. A margem ficou em 25,5%, beneficiada por redução de despesas operacionais.

Na comparação com o segundo trimestre, houve avanço de 9,3% no Ebitda, a margem desse período tinha sido de 24%.

Desejo político

Dono da Gerdau, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter disse, na noite desta segunda-feira, a um grupo de empresários, que ficaria honrado em fazer parte da equipe de governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. O empresário considerou "uma sondagem" a conversa que mantiveram, ele e o presidente, durante o primeiro e o segundo turno das eleições. Ele ventilou que aceitaria o posto de ministro, caso seja convidado.

Observadores da cena política, em Brasília, acreditam que ele poderia assumir a pasta do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, hoje ocupada pelo ministro Luiz Fernando Furlan, que já avisou, antes de conhecidos os resultados das eleições, que estaria disposto a voltar para a iniciativa privada. Para Gerdau, nenhum outro cargo, senão este, seria viável.

Gerdau tem dito, nos meios empresariais, que admira o presidente Lula e já elogiou, em diversas oportunidades, a forma como a equipe de governo conduziu a economia no primeiro mandato. O empresário está no grupo dos desenvolvimentistas e acredita que o PIB brasileiro precisa crescer "no mínimo 5% ao ano", mas as taxas ideais de crescimento para o Brasil, disse, está "entre 6% e 7% ao ano".

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