A pouco instantes do início do maior leilão de energia do mundo, que acontece nesta terça-feira, as geradoras se mostram otimistas com a formação de preços que garantam a sua saúde financeira.
Sem ainda conseguir reverter a decisão que derrubou a liminar que garantia a venda de energia para sua própria distribuidora, a Copel participará do leilão de energia oferecendo 1,4 mil megawatts de energia disponível, informou o diretor de geração da empresa, José Ivan Morozowski.
Ele disse esperar que o preço não se afaste muito dos 60 reais o megawatt que, segundo ele, seria uma referência mínima de venda para a Copel.
- O que nós queremos é vender (energia) para a nossa distribuidora, mas vamos participar e esperamos que o preço não fique muito abaixo disso - afirmou ele, antes de participar do leilão, que terá início às 10h.
A Copel havia conseguido uma liminar que estendia os contratos de venda entre suas empresas de geração e de distribuição até 2015 - hoje, eles terminam no fim deste ano -, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) acabou cassando a decisão.
Já o diretor de geração da Cesp, Silvio Areco, prevê que, no mínimo, o preço deva girar em torno dos R$ 75 o MW. Ele, no entanto, não informou a quantidade de energia que colocará à venda no leilão, mas que a empresa tem capacidade total para entregar 4 mil MW.
- Espero que (o preço) não descole muito para baixo porque compromete a saúde (financeira) das empresas - afirmou ele.
Segundo expectativa de Areco, o leilão deverá durar entre três e quatro horas, "quando muito seis horas". Ele considerou que as regras do leilão são claras e, por isso, não deve demorar muito.
- O fundamental é que a gente consiga fechar em um preço que não cause outros problemas ou que comprometa investimentos futuros - afirmou ele.
Já o representante da Chesf, José Aílton, informou que a empresa vai oferecer cerca de 3 mil MW.
- O leilão será um sucesso. Estamos tecnicamente preparados e acho que não vai se estender pelo dia todo - afirmou ele.