A geração anual de energia nuclear registrou ligeira tendência de queda, segundo as últimas estimativas. Em 2009, a produção caiu 2%, passando para 2.558 TWh.
De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), a energia nuclear no ano passado correspondeu a 14% da demanda mundial de eletricidade.
Segundo o site World Nuclear News, uma das razões para esta queda é o prolongado desligamento de grandes reatores do Japão, após um terremoto em 2007. A Central Nuclear Kashiwazaki Kariwa, a maior do mundo, é responsável por cerca de 2% da capacidade nuclear global e ficou completamente fora de operação por muitos meses. Dois reatores voltaram a operar em 2009, mas cinco ainda estão em manutenção.
Ainda em 2009, quatro reatores foram encerrados, enquanto apenas dois novos entraram em operação. Entre os desligados, estão o Phenix, na França, um protótipo de reator rápido, que produzia 233 MW, e Ignalina 2, na Lituânia, que produzia 1185 MW e foi fechado como uma das condições de ingresso do país na União Europeia. Juntos, os dois reatores europeus tiraram do sistema, desde 2002, a produção de 4806 MW.
No entanto, em 2010, Rajasthan 6, na Índia, adicionou 202 MW à produção total. Ainda este ano, a entrada de sete novos reatores em operação devem somar mais 5824 MW. Além deles, a retomada dos canadenses Bruce A 1 e 2 devem devolver 1538 MW de capacidade ao total da produção.