O Brasil gerou 252.617 empregos com carteira assinada em setembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O total representa um crescimento de 0,77% em relação ao resultado de agosto, quando foram criados 242.126 postos de trabalho.
Esse foi o sétimo mês consecutivo com saldo positivo da geração de empregos com carteira assinada. No período, o número de contratações chegou a 1.491.580 e o de demissões, a 1.238.963. No acumulado até setembro, foram criados 932.651 postos de trabalho e nos útlimos 12 meses, 298.285. O setor que mais contribuiu para o resultado do mês passado, em números absolutos, foi a indústria de transformação, com geração de 123.318 postos de trabalho.
Recuperação
Em São Paulo, o nível de emprego na indústria voltou a crescer em setembro, na primeira alta desde agosto de 2008, em meio à melhora da atividade econômica. O emprego subiu 0,20% na comparação com agosto, segundo dados com ajuste sazonal, com 14 mil vagas abertas. Sem ajuste, houve alta de 0,63%, informou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quarta-feira.
A entidade previa que, depois de acumular taxas negativas desde setembro de 2008, a indústria voltasse a contratar acompanhando a recuperação da atividade vista recentemente. Essa previsão ocorre desde a virada do primeiro para o segundo semestre e a estabilidade do emprego vista em agosto (variação negativa de 0,04%) fez a Fiesp apostar que as contratações finalmente ocorreriam em setembro.
Entre os setores, a principal alta do emprego no mês passado veio de Confecção de artigos de vestuários e acessórios, com aumento de 2,8% frente a agosto, seguido por Produtos diversos e Couros e fabricação de artigos de couro, artigos de viagem e calçados, com crescimento de 1,6% cada. Entre as demissões, destacou-se o setor de Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com queda no nível de emprego de 1,1%.
No ano, o emprego na indústria do Estado acumula baixa de 1,89%, com o fechamento de 43 mil vagas.
Atualizada às 12h59