O ator, diretor e ativista americano George Clooney e o Nobel da Paz de 1986 Elie Wiesel estiveram na última quinta-feira, na Organização das Nações Unidas (ONU) para advertir o Conselho de Segurança que o mundo será responsável por outra Ruanda se não contiver as atrocidades na região sudanesa de Darfur.
-De muitas formas isso é injusto, não obstante, a verdade é que este genocídio será sua responsabilidade. Como lidar com isso será o seu legado. Sua Ruanda, seu Camboja e seu Auschwitz-disse Clooney.
O conflito em Darfr começou em fevereiro de 2003, quando agricultores pegaram em armas para exigir mais atenção do governo, que por sua vez mobilizou milícias árabes, acusadas de cometerem homicídios, estupros e saques.
A violência, a fome e as doenças mataram cerca de 200 mil pessoas e empurraram cerca de 2,5 milhões para campos de refugiados. O Sudão está enviando tropas à região para combater os rebeldes que não assinaram o precário acordo de paz em maio.
O Nobel da Paz em 1986, Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto, alertou ao conselho que "a passividade ajuda o opressor, não o oprimido" e pediu ao Conselho que se lembre do genocídio de 1994 em Ruanda.
-Em me lembro. Entre 600 mil e 800 mil seres humanos assassinados. Sabíamos na época, como sabemos agora que eles poderiam ter sido salvos, mas não foram-afirmou.
George Clooney pede ajuda a Conselho de Segurança da ONU
Sexta, 15 de Setembro de 2006 às 15:40, por: CdB