Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

George Bush: solitário, de pouca leitura e gosta de palavrões

Quarta, 14 de Julho de 2004 às 22:34, por: CdB

Muito pouco se fala no Brasil, a respeito das características pessoais de George Bush. Quase todas explicam claramente como ele dirige a sua política externa.

Dentre essas características, poucas são tidas como "louváveis", pela opinião pública norte-americana, após quase quatro anos de mandato.

"Não há dúvidas de que seja mentalmente superficial, intelectualmente preguiçoso e indolente", escreveu John W. Dean em seu recente livro intitulado "Pior que Watergate", uma análise sobre o atual governo dos EUA.

Essas características podem justificar alguns boatos que rodam o Presidente, como o de que ele lê pouco mais do que os seus discursos e que depende totalmente das informações verbais de sua equipe. Também não gosta de memorandos grandes e exige que eles sejam curtos.

Contudo, quando se interessa por um assunto, Bush sabe, como ninguém, usar sua "inteligência natural", sua astúcia.

É muito comum a comparação entre a personalidade de George Bush e de Richard Nixon, ex-presidente norte-americano, por elas serem extremamente parecidas.

Assim como Nixon era, Bush é conhecido por ser um homem solitário, de poucos amigos. O cotidiano da Casa Branca foi bastante alterado em contraste com a administração de Bill Clinton, quando a residência vivia cheia de pessoas e recepções. O "círculo social" em Washington ficou estático, pois é raro o Presidente freqüentar locais públicos na cidade.

Ambos são conhecidos também pela grosseria na vida privada e por gostarem de usar palavrões para demonstrar amizade e intimidade para os amigos.

A opinião dos jornalistas que acompanham Bush é unânime em apontar a arrogância como traço principal do Presidente.

Richard Clarke, ex-diretor da Secretaria de Segurança Nacional já relatou que, somente o círculo mais fechado dos seus quatro principais secretários têm acesso a ele. Para os demais, Bush chega a exigir seguranças dentro das salas de reuniões da Casa Branca, numa demonstração de que não confia nem nas pessoas que ele mesmo escolheu para trabalhar.

Nas viagens internacionais também é possível ver as diferenças entre o atual presidente e o seu antecessor. Bill Clinton gostava de se encontrar com pessoas comuns quando estava no exterior. George Bush somente se encontra com reis, rainhas, presidentes e com aqueles que parecem se adequar ao seu status.

Uma outra característica comum a Bush e a Nixon é o modo de se tratar na terceira pessoa. Constantemente Bush se refere ao "presidente" fazendo isso ou aquilo, como se fossem pessoas diferentes.

Para alguns críticos, isso é para tentar uma "imunidade" pessoal. É como se quisesse dizer "o presidente fez isso, não eu".

Ele interpreta o papel de Presidente dos Estados Unidos e o faz da maneira mais completa e, talvez, pior possível.

Graças a esse personagem de "mocinho Kid Bush" que ele interpreta, no melhor estilo "Macunaíma - um herói às avessas", ele conseguiu prender o "bandido", mas até agora, ao que parece, não resistiu e ficou com o dinheiro roubado.

 

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