Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

George Bush comemora partida do ex-presidente da Libéria

Terça, 12 de Agosto de 2003 às 00:12, por: CdB

O presidente George W. Bush congratulou-se na última segunda-feira com a partida para o exílio do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, considerando o episódio 'um passo importante rumo a um futuro melhor para o povo liberiano'.

Conforme Bush, os Estados Unidos trabalharão com o povo liberiano e com a comunidade internacional para alcançar uma paz duradoura depois de mais de uma década de revoltas e sofrimentos. A declaração foi feita pelo presidente norte-americano em Denver, Colorado (oeste).

Taylor chegou na segunda-feira à Nigéria, depois de aceitar um exílio voluntário reclamado por Washington.
 
O comandante da força militar americana estacionada na costa liberiana desembarcará no país para coordenar a força de paz da Comunidade dos Estados da África Ocidental (Cedeao) na reabertura do Porto de Monróvia, para que a Libéria possa receber ajuda humanitária, assinalou o secretário americano de Estado, Colin Powell.

Bush destacou que os Estados Unidos ajudarão a Cedeao e as organizações humanitárias a prover ajuda aos necessitados.
 
O presidente também destacou os esforços de muitos dirigentes africanos, em especial dos presidentes nigeriano, Olesegun Obasanjo, ganense, John Kufuor, sul-africano, Thabo Mbeki, e moçambicano, Joachim Chissano.

- Sua liderança ainda será necessária nas semanas e meses próximos, enquanto se estabelece um novo governo liberiano e o povo liberiano tenta criar um futuro de paz e estabilidade - disse Bush.

Um comandante norte-americano, que não foi identificado, se reunirá com o embaixador dos EUA em Monróvia.

O secretário de Estado advertiu que não se deve esperar um grande compromisso das forças americanas na Libéria, mas estimou que se a situação permanecer calma como nas últimas horas, tudo deverá suceder pacificamente.
 
- Todas as partes devem se concentrar em um cessar-fogo e deixar que executemos nossa tarefa de aplacar o sofrimento do povo liberiano - disse Powell.

Antes da partida de Taylor, os navios norte-americanos de assalto 'Iwo Jima' e 'Carter Hal'l, e o navio de transporte 'Nashville' eram visíveis na costa de Monróvia.
 
As embarcações dos EUA foram enviados à costa da Libéria no início deste mês, quando os primeiros efetivos da Força de Paz da Cedeao chegaram ao País.

Um funcionário do Pentágono confirmou na segunda-feira que Washington tem três navios diante de Monróvia para enviar uma mensagem forte às partes em conflito na Libéria.
 
Charles Taylor chegou à noite em Abuja, capital da Nigéria, acompanhado dos presidentes Joaquim Chissano e John Kufuor, sendo recebido por Olusegun Obasanjo e por vários membros de seu governo.
 
Antes de partir de Monróvia, a bordo de um Boeing oficial da República Federal da Nigéria, Taylor transferiu o poder ao vice-presidente Moses Blah, em uma cerimônia oficial no Palácio Presidencial.

No mesmo avião de Taylor viajaram o ex-chefe militar nigeriano Abdulsalami Abubakar, que dirigiu as negociações durante a crise da Libéria, e o secretário-executivo da Cedeao, Mohammed ibn Chambas. Taylor e a esposa Jewel vão morar numa luxuosa mansão em Calabar (capital do Estado de Cross River, no sudeste da Nigéria).

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