Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Genro estuda modo de implantar cotas raciais em escolas privadas

Terça, 06 de Abril de 2004 às 09:56, por: CdB

O governo federal pretende expandir para o setor privado a política de cotas raciais para o ensino superior, o que exigirã também das universidades particulares a reserva de vagas para afro-descendentes e índios, conforme anunciou nesta terça-feira o ministro da Educação, Tarso Genro.

Técnicos do Ministério da Educação, da Secretaria de Promoção e Igualdade Racial e da Casa Civil analisavam os riscos de ações judiciais contra a determinação do governo. Os percentuais ainda não foram definidos.

Diante da polêmica gerada em torno do assunto, Genro afirmou que caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a definição quanto à política de cotas e se será mesmo estabelecida por medida provisória ou por projeto de lei a ser enviado ao Congresso.

- Todas as políticas afirmativas sérias sofreram contestações aqui no Brasil e no exterior também. O Judiciário vai ter um momento de avaliação dessas políticas, de acomodação da jurisprudência e consolidação ou não de determinadas propostas. O governo tem certeza que, se não começar, a política não vai existir. E nós vamos começar - disse ele.

As instituições filantrópicas que aderirem ao Universidade para Todos deverão dispor de 20% de suas vagas para o programa. No caso das particulares, a idéia, ainda em estudo, é fixar esse porcentual em 10%.

A cota racial, segundo Tarso, exigirá a reserva de uma parcela adicional de vagas para as particulares. "O objeto é ter a política de cotas a partir de uma norma universal. Introduzir a política de cotas no Universidade para Todos e combinar esses dois dispositivos para permitir o início da publicização de um grande percentual de vagas", disse Tarso.

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