Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2026

Genro critica oposição por impedir depoimento de ministro

Ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro criticou, nesta terça-feira, a estratégia da oposição de tentar manter acesa a polêmica em torno do possível envolvimento do ministro da Justiça na quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. (Leia Mais)

Terça, 11 de Abril de 2006 às 08:38, por: CdB

Ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro criticou, nesta terça-feira, a estratégia da oposição de tentar manter acesa a polêmica em torno do possível envolvimento do ministro da Justiça na quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

- Quando o ministro Márcio Thomaz Bastos tomou a atidude correta, politicamente e institucionalmente adequada, se oferecendo para depor imediamente para suprimir os boatos, as informações e as acusações, a oposição retrocede e marca para a outra semana para tentar manter essa questão em palco de forma mais ampliada possivel - disse Genro em entrevista a uma rádio carioca.

Os líderes da oposição no Senado rejeitaram na véspera o pedido de urgência feito por Bastos de comparecimento ao Congresso. No final de semana, a revista Veja relatou que Bastos teria participado em março de reunião em que se discutiu a defesa do então ministro da Fazenda Antonio Palocci, indiciado pela quebra do sigilo de Francenildo. Sobre eleições, Genro tem forte expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se candidate a novo mandato.

- Se existe alguma dúvida, e ela realmente está sendo processada, é uma dúvida do presidente. Nós, do PT, nós que compomos o ministério e defendemos o governo do presidente Lula, achamos que ele deve ser candidato e achamos que ele vai se decidir positivamente. Eu tenho convicção. Não estou dizendo que o presidente decidiu, que ele será o nosso candidato à Presidência da República - afirmou.

Fazendo uma análise do atual governo, Genro disse que apesar de fortes limitações, a gestão de Lula foi muito melhor que a anterior:

- O primeiro mandato de Lula teve severas limitações. O presidente não fez um governo que queria, fez um governo que podia, e fez um governo muito melhor.

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