O tema dos medicamentos genéricos causou polêmica, em reunião, nesta quarta-feira, no Ministério da Saúde. O encontro discutia as metas do Programa de Reestruturação dos Hospitais de Ensino do Sistema Único de Saúde (SUS) e terminou com questionamento sobre a eficácia dos remédios, feita por Edson Keiji Yamamoto, da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e do Conselho Nacional de Secretários Estaduais:
- Há muitas reclamações e nenhuma pesquisa para avaliar a eficácia dos medicamentos - afirmou.
A denúncia foi reforçada por outro participante da reunião:
- Tem gente morrendo por causa da qualidade dos antibióticos - afirmou Francisco Souza, presidente da Associação Brasileira de Hospitais Estaduais e Municipais.
Yamamoto explicou que só na hora em que pretendem obter o registro dos medicamentos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os laboratórios apresentam os resultados de testes de bioequilvalência e biodisponibilidade, que apontam a composição dos remédios e o suposto efeito deles no tratamento às doenças:
- Depois do registro, os remédios entram no mercado e não há mais nenhum tipo de acompanhamento. Quando se consome um remédio que não produz efeito necessário no combate a determinada doença, a bactéria que a provocou cria resistência ao antibiótico aplicado - ressaltou Yamamoto.
Investimento no SUS
O Ministério da Saúde vai aplicar este ano R$ 150 milhões na contratação de novos hospitais para melhorar a rede de atendimento pelo SUS. Dados oficiais apontam que existem, atualmente, 147 instituições consideradas hospitais de ensino, das quais, 75 (51%) são públicas. Juntos, os hospitais destinam 39,9 mil vagas de internação para o SUS e 4,8 mil leitos de UTI. A coordenadora de Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Elaine Lopez disse que a meta do programa este ano é intensificar a fiscalização do desempenho dos hospitais.