Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

General russo ameaça ataque à Polônia por acordo com EUA

Um importante general russo disse na sexta-feira que seu país mantém em aberto a possibilidade de uma ação militar contra a Polônia em represália pelo tratado em que Varsóvia autoriza Washington a instalar parte de um escudo antimísseis em seu território. (leia mais)

Sábado, 16 de Agosto de 2008 às 06:18, por: CdB

Um importante general russo disse na sexta-feira que seu país mantém em aberto a possibilidade de uma ação militar contra a Polônia em represália pelo tratado em que Varsóvia autoriza Washington a instalar parte de um escudo antimísseis em seu território.

Anatoliy Nogovitsyn, subchefe do Estado-Maior russo, disse à agência de notícias Interfax que a doutrina militar russa adotada em 2000 autorizaria até mesmo um ataque nuclear nesse caso.

- Está escrito claramente: vamos usá-lo em situações contra governos que têm armas nucleares; contra aliados de países com armas nucleares, caso tenham algum acesso a elas - afirmou o general.

A Polônia aceitou na quinta-feira a instalação de dez interceptadores de mísseis dos EUA, parte de um escudo antimísseis que Washington diz destinar-se a conter a ameaça de mísseis como do Irã ou de grupos como a Al Qaeda. Moscou diz que esse escudo altera o equilíbrio estratégico do Leste Europeu, que está na sua zona de influência.

Como contrapartida no acordo, e sentindo-se ameaçada pela Rússia, a Polônia exigiu que os EUA se comprometam a reforçar as defesa antiaéreas do país.

- Os EUA estão comprometidos com uma defesa antimísseis para o seu próprio governo e não pela Polônia. E a Polônia, ao instalar (parte do sistema), se abre a um ataque militar, isso é cem por cento (certo) - disse Nogovitsyn à Interfax.

A tensão entre EUA e Rússia está elevada não só por causa da eventual instalação do escudo antimísseis no Leste Europeu, mas também devido à ocupação russa na Geórgia, que na semana passada mobilizou tropas para tentar recuperar o controle da região separatista da Ossétia do Sul, atraindo a retaliação de Moscou.

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