Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

General Motors pede concordata para poder receber dinheiro do governo norte-americano

A segunda montadora mundial de automóveis está a um passo da falência. A norte-americana General Motors rendeu-se aos enormes prejuízos sofridos ao longo da crise econômica mundial e, na manhã desta segunda-feira, pediu concordata ao Tribunal de Falências de Nova York. Crise na montadora não influencia negócios no Brasil, dizem executivos

Segunda, 01 de Junho de 2009 às 07:27, por: CdB

A segunda montadora mundial de automóveis está a um passo da falência. A norte-americana General Motors rendeu-se aos enormes prejuízos sofridos ao longo da crise econômica mundial e, na manhã desta segunda-feira, pediu concordata ao Tribunal de Falências de Nova York, segundo documento divulgado pelo tribunal. Com o processo, a empresa passa a se valer do "Capítulo 11" da Lei de Falências dos EUA e passa a gerenciar sua dívida com base na decisão judicial.

Segundo um balanço da situação, publicado na edição desta segunda-feira do diário econômico The Wall Street Journal, de Nova York, o processo deverá durar entre 60 e 90 dias e poderá resultar no fechamento de fábricas nos EUA. Ainda segundo o jornal, caberá ao executivo Al Koch, de 67 anos, especialista em reestruturação de empresas, a condução do processo.

Ao todo, a administração federal deverá injetar na companhia US$ 50 bilhões, sendo que US$ 20 bilhões já foram liberados; além de controlar 60% do capital da empresa. Já o governo canadense concederá um empréstimo de US$ 9,5 bilhões em troca de 12% de participação acionária. Segundo a filial brasileira da GM, a crise na matriz não afeta seus negócios. Apesar disso, uma reunião deve ser realizada para detalhar os passos da empresa no mercado nacional.

Os credores da GM aceitaram, formalmente, trocar US$ 27 bilhões das dívidas da companhia por participação na "nova GM", com possibilidade para comprar até 15% dos ativos futuramente. Após a reestruturação, o Tesouro dos EUA deve surgir como principal detentor da futura companhia, com 72,5% de participação acionária, seguido pelo sindicato UAW (United Auto Workers), com 17,5% dos títulos.

A decisão de forçar a GM em direção a um rápido processo de concordata, e fornecer US$ 30 bilhões em fundos adicionais dos contribuintes para reestruturar a montadora, é uma aposta grande e arriscada da governo de Barack Obama. Mas em um sinal de progresso no esforço do governo, um juiz de falências aprovou a venda de praticamente todos os ativos da Chrysler para um grupo liderado pela italiana Fiat.

A recuperação judicial da Chrysler, também financiada pelo Tesouro norte-americano, era vista como um teste para uma reorganização da GM, que é muito maior e complexa que a da rival.

Terminou nesta segunda-feira o prazo para a GM apresentar um plano de reestruturação e, no processo de corte de gastos, a empresa já anunciou que vai fechar ao menos 13 fábricas, demitir 21 mil funcionários e abandonar até 2,4 mil concessionárias nos EUA, além de vender quase a metade de suas marcas. Então entre os cortes marcas como Opel (vendida para a canadense Magna no fim de semana), Saab, Hummer, Saturn e Pontiac. Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC ficam com a GM.

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