Rio de Janeiro, 09 de Maio de 2026

Gêmeas siamesas dormiram separadas pela primeira vez na vida

As irmãs siamesas separadas em dramática cirurgia de 22 horas descansavam na noite da quarta-feira pela primeira vez em camas diferentes. Leia mais

Quarta, 07 de Agosto de 2002 às 06:34, por: CdB

As irmãs siamesas separadas em dramática cirurgia de 22 horas descansavam na noite da quarta-feira pela primeira vez em camas diferentes. Uma delas, Maria Teresa, precisou ainda submeter-se a uma cirurgia de emergência, poucas horas após a separação, mas à noite já estava de volta à unidade de terapia intensiva do Hospital Pediátrico da Universidade da Califórnia. Maria Teresa e Maria de Jesus Quiej-Alvarez, de pouco mais de um ano de idade, estavam em condições consideradas "críticas, mas estáveis". "Clinicamente, estão bem e seus sinais vitais mostram-se estáveis", disse o dr. Jorge Lazareff, diretor de pediatria da UCLA, a Universidade da Califórnia. O médico acrescentou que ambas estão fortemente sedadas e que há controle sobre sua respiração. "Veremos nesta quinta-feira, ou na sexta, como vão tolerar o lento processo de acordar", acrescentou o dr. Lazareff. "Quando puderem sorrir de novo para todos nós, então saberemos que estão de volta ao ponto que antecedeu a cirurgia". Médicos norte-americanos estão travando uma corrida contra o tempo para garantir a recuperação das gêmeas guatemaltecas. Segundo o diretor do hospital, Michael Karpf, a complicação apresentada pela pequena Maria Teresa, poucas horas após o término da cirurgia que a separou de sua irmã Maria de Jesus, nesta terça-feira, não era inesperada. Os médicos temiam que o volume de sangue exercesse pressão demasiada sobre o cérebro de Maria Teresa. Em entrevista coletiva, Karpf salientou que a complicação não significa necessariamente que a cirurgia de separação das siamesas, que se estendeu por 22 horas, não tenha sido bem-sucedida. O problema enfrentado por Maria Teresa surpreendeu todos os que acompanham o caso, especialmente porque as primeiras notícias indicavam que a operação havia tido "muito sucesso". Karpf alertou que era preciso ter cautela. "Estamos com os dedos cruzados", disse, logo após a cirurgia. A primeira etapa da operação foi executada por cirurgiões plásticos, que prepararam o tecido de pele usado na reconstrução da parte superior das cabeças de Maria Teresa e Maria de Jesus Quiej-Alvarez.

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