Rio de Janeiro, 12 de Janeiro de 2026

Gelo ártico poderá desaparecer em 40 anos, diz técnico do Inmet

Discutir as possíveis mudanças polares que podem acarretar problemas para a população das regiões litorâneas do globo foi o objetivo do Seminário Meteorologia Polar Entendendo os Impactos Globais, promovido nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O evento foi realizado em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial. (Leia Mais)

Sexta, 23 de Março de 2007 às 16:33, por: CdB

Discutir as possíveis mudanças polares que podem acarretar problemas para a população das regiões litorâneas do globo foi o objetivo do Seminário Meteorologia Polar Entendendo os Impactos Globais, promovido nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O evento foi realizado em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial.

O técnico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Francisco de Assis Diniz destacou que o derretimento das geleiras glaciais vem ocorrendo principalmente no Ártico. De acordo ele, estudos têm mostrado que "nos próximos 40 anos o gelo ártico poderá desaparecer", o que causa grande preocupação aos especialistas.

Esse fenômeno "poderá elevar o nível médio do mar em muitos lugares do globo e causar enchentes, inundações e o desaparecimento de muitas ilhas habitadas". Segundo Diniz, é preciso que a população deixe de emitir gases de efeito estufa na atmosfera, evitando assim o aquecimento global.

- O Brasil tem feito sua parte com projetos como o etanol, biodíesel, a diminuição do desmatamento, mas a atmosfera é aberta, é preciso que todos os países façam a sua parte -, diz Diniz.

Um dos palestrantes, o secretário da Comissão Interministerial para Recursos do Mar, contra-almirante José Eduardo Borges de Sousa, destacou que a Antártica tem entre 75% e 80% de toda a água doce do planeta, mas ainda não há uma tecnologia que possa fazer o aproveitamento desta água em benefício da humanidade.

- Pesquisas estão sendo realizadas para desenvolver tecnologia e conservar o ambiente para que a água não fique contaminada. Por isso, a preocupação com o aquecimento global, que está ocasionando o derretimento das geleiras e diminuindo a reserva estratégica de água doce para a humanidade -, disse o contra-almirante.

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