Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Geleiras do Ártico estão cada vez mais fragilizadas pelo aquecimento

O ex-vice presidente dos EUA Al Gore fez um apelo por uma ação rápida para impedir o derretimento das geleiras. Ele disse que os governos precisam de um novo e forte tratado climático. (Leia mais)

Quarta, 29 de Abril de 2009 às 08:37, por: CdB

O derretimento acelerado do gelo do Himalaia ao Círculo Polar Ártico é um sinal de alerta para que os governos trabalhem por um novo e forte tratado climático sob a chancela da Organização das Nações Unidas a fim de combater a mudança climática, segundo o ex-vice presidente dos EUA Al Gore.

Protagonista da luta contra as mudanças climáticas, Al Gore lançou, nesta terça-feira na Noruega, um apelo por uma ação rápida para impedir o derretimento das geleiras.

Em sua participação na primeira conferência dedicada especificamente a esse tema, a alguns meses da cúpula de Copenhague sobre o clima, Gore disse que, sem mobilização, as geleiras do Ártico correm o risco de desaparecer para sempre.

As geleiras devolvem 90% das radiações solares para a atmosfera, enquanto que as massas de água escuras que as substituem quando derretem absorvem o calor, o que aumenta o aquecimento climático.

A extensão total das placas de gelo do Ártico atingiu um nível mínimo em setembro de 2007, com 4,13 milhões de km2. Sua espessura, que diminui gradativamente, as torna ainda mais frágeis e, com isso, mais suscetíveis de derreter rapidamente, alertam especialistas.

Al Gore alertou também para as consequências dramáticas do derretimento das geleiras da Antártica e da Groenlândia, afirmando que cada elevação de um metro do nível do mar geraria 100 milhões de refugiados climáticos.

O derretimento da neve do Himalaia, comumente chamado de "terceiro polo", causará, em um primeiro momento, inundações, de depois, secas, afetando 40% da população mundial, que depende dessa fonte de água doce para sua sobrevivência.

Para os cientistas, o futuro é sombrio, a magnitude e a rapidez atuais do aquecimento superam os cenários mais pessimistas do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima.

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