A maior parte da cidade de Gaza permanece sem luz, desde a noite deste domingo, depois que as autoridades palestinas fecharam a principal usina de eletricidade local, sob a alegação não ter mais combustível para fazê-la funcionar, por causa do bloqueio israelense. Israel fechou as fronteiras de Gaza, atualmente controlada pelo grupo miliatnte Hamas, e bloqueou a entrada de combustíveis e outros produtos, em represália ao lançamento de mísseis a partir do território palestino.
- Pelo menos 800 mil pessoas estão agora no escuro. A catástrofe vai afetar hospitais, clínicas, poços de água, casas, fábricas, todos os aspectos da vida - disse o diretor da usina Derar Abu Sissi, de acordo com a agência inglesa de notícias Reuters.
Muitos palestinos correram aos supermercados em busca de velas, comida e outros suprimentos que temem faltar caso a situação não seja normalizada rapidamente. Por causa do inverno, a região tem o maior consumo de energia nesta época. Israel continua fornecendo energia a Gaza por meio da sua própria rede elétrica, que geralmente garante metade da energia usada no território palestino.
Segundo os israelenses, com essa energia e os estoques de combustíveis supostamente existentes, os palestinos não precisariam fechar a sua usina nem passar por apagões.
- Eles (os palestinos) têm interesse em exagerar ( a situação). A bola está com eles. Se pararem os mísseis hoje, tudo vai voltar ao normal - disse o ministro do Exterior israelense, Arye Mekel.
A Organização das Nações Unidas (ONU) já alertou Israel de que o fechamento das fronteiras deve apenas aprofundar a crise que a região já atravessa. A maior parte dos habitantes de Gaza já depende de ajuda humanitária para sobreviver. Segundo a ONU, a suspensão das operações da principal usina elétrica de Gaza pode ter um impacto devastador sobre a população de cerca de 1,5 milhão de palestinos. As fronteiras entre Israel e Gaza foram fechadas na quinta-feira, depois de uma escalada de violência de militantes.