Milhares de palestinos protestam, na manhã desta segunda-feira, contra a intensificação recente do bloqueio de Israel à faixa de Gaza. Foi feita uma corrente humana envolvendo 50 mil pessoas e com cerca de 40 quilômetros, do sul ao norte da região. Israel ameaçou usar a força se eles tentarem invadir seu território.
Desde a madrugada, os canais de rádio e TV controlados pelo Hamas começaram a chamar a população a participar do protesto, pedindo a "maior corrente humana da história". Os organizadores disseram se tratar de um protesto pacífico.
Israel deslocou 6.000 policiais para a região da fronteira com a faixa de Gaza para impedir que manifestantes palestinos rompam as barreiras militares e tentem entrar no território israelense. O nível de alerta em todo o país foi elevado, pois, segundo os serviços de inteligência, também existiria o risco de atentados nas grandes cidades israelenses.
O vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, disse nesta segunda-feira à radio pública de Israel:
- Sabemos como agir diante de manifestações de dezenas de milhares de pessoas. Usaremos os mesmos meios que usamos na primeira Intifada e não permitiremos que eles entrem no território israelense.
O isolamento de Gaza intensificou-se quando o Hamas assumiu o controle da área, em junho, quando forças leais ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, foram derrotadas.
No mês passado, Israel aumentou o bloqueio à região, que abriga 1,5 milhão de palestinos, limitando suprimentos de combustível e outros bens. Segundo o país, isso ocorreu como resposta ao lançamento de foguetes contra seu território por militantes.