(1’58” / 4663 Kb) - No dia 11 de dezembro a população paraense será consultada em um plebiscito. Os moradores do estado irão manifestar sua opinião sobre a divisão do Pará em três novas unidades federativas: Pará (remanescente), Carajás e Tapajós. Para a ex-senadora Marina Silva, a criação de novas unidades pode gerar gastos que prejudicarão o atendimento nos serviços oferecidos para a população.
“Muitas vezes em uma ação de querer a presença do estado, acabamos criando novas burocracias e estruturas. Aí, acaba que os recursos vão sendo drenados para essas burocracias e estruturas em lugar de serem destinados para as necessidades da população.”
Dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostram que os custos anuais de manutenção de Carajás e Tapajós seriam de R$ 2,9 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente. O valor geraria um déficit de R$ 2,16 bilhões, que seria pago pelo governo federal. Para manter essa nova estrutura, Tapajós gastaria 51% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Carajás, por sua vez, gastaria 23%. A média nacional é de pouco mais de 12% (12,72%).
Além da preocupação com os gastos, Marina Silva também reforça que deve haver atenção em relação às questões ambientais e sociais. Ele lembra o que aconteceu em Roraima, onde as comunidades locais não foram respeitadas.
“Se a criação desses novos estados não for planejada, poderemos ter a reedição de modelos predatórios. Não se pode criar estados sem considerar as questões sociais, ambientais e culturais que pré-existem ante a existência e criação desses novos estados.”
Uma campanha eleitoral, para apresentar as propostas do plebiscito, começa em 13 de setembro.
De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.
27/06/11