Os analistas do Banco Pactual não acreditam que a Petrobras remarque no mercado brasileiro os preços dos produtos derivados da commodity, como gasolina e diesel, no curto e médio prazo. Apesar da nova disparada do petróleo no mercado internacional, a justificativa do banco carioca é de que os preços do petróleo se encontram muito voláteis para qualquer tipo de ajuste. Além disso, o compromisso do governo em relação à meta de inflação deve dificultar a obtenção do aumento.
De acordo com as estimativas do Pactual, assumindo uma taxa de câmbio de R$ 2,64 por dólar, a gasolina é vendida no mercado doméstico com preço 4% abaixo do mercado internacional. A correção exigiria um reajuste de 1,5% da gasolina nas bombas.
Em relação ao diesel a distorção é um pouco mais significativa. De acordo com o banco carioca, o combustível é vendido com desconto de 11% em relação aos preços realizados no mercado internacional, o que exigiria um aumento de 7,2% no preço das bombas.
Finalmente, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) é negociado com prêmio para os clientes industriais e com pequeno desconto para clientes residenciais. O Pactual também não espera nenhuma alteração nos preços do produto no curto prazo.
Apoiados nas perspectivas de forte crescimento para a empresa, combinado com a projeção de preços favoráveis para o futuro, os analistas do Pactual reiteram a recomendação de compra dos papéis da Petrobras, mantendo a empresa como top pick do setor.