Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Gasolina baixa de preço no ano que vem, prevê o Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a projeção de que não haverá aumento no preço da gasolina neste ano. Entretanto, o colegiado avaliou que, por conta do recuo dos preços do petróleo no mercado internacional, não está descartada possibilidade de redução no valor da gasolina no país em 2009. (Leia Mais)

Quinta, 18 de Dezembro de 2008 às 08:55, por: CdB

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a projeção de que não haverá aumento no preço da gasolina neste ano. Entretanto, o colegiado avaliou que, por conta do recuo dos preços do petróleo no mercado internacional, não está descartada possibilidade de redução no valor da gasolina no país em 2009. A informação consta da ata da última reunião do Copom, realizada nos dias 9 e 10 deste mês, quando o comitê decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano.

Segundo a ata, divulgada nesta quinta-feira, ao “persistir o quadro atual do mercado de petróleo, não parece prudente descartar por completo a hipótese de que ocorram reduções de preços [da gasolina] em 2009”. O Copom ressaltou, entretanto, que “independentemente do comportamento dos preços domésticos da gasolina, a redução dos preços internacionais do petróleo pode eventualmente se transmitir à economia doméstica, tanto por meio de cadeias produtivas como a petroquímica quanto pelo efeito potencial sobre as expectativas de inflação”.

Na ata, o comitê avalia ainda que os preços de outras commodities (matérias-primas ou com pequeno grau de industrialização, como petróleo e minério de ferro) “também mostraram reduções importantes desde a última reunião do Copom, reagindo tanto ao maior pessimismo sobre as perspectivas para o crescimento da economia mundial quanto à continuidade da turbulência nos mercados financeiros globais”.

Segundo a ata, o Copom aumentou para 3,8% a expectativa de alta do conjunto de preços administrados por contrato (derivados de petróleo, energia elétrica, gás, planos de saúde, tarifas de água, esgoto e transportes públicos). Antes, o aumento estava estimado em 3,5%.

Esse conjunto de preços administrados, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), correspondeu a 29,62% do total do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de novembro. Segunda a ata, não há expectativa de aumento nos preços da gasolina, mas os diretores do  BC ajustaram de 0% para 2,6% o ajuste do botijão de gás. A ata também informa que a projeção de alta das tarifas de telefonia fixa foi alterada de 3,5% para 3,6% e a de energia elétrica foi mantida em 1,1%.

A projeção de reajustes dos itens administrados por contrato e monitorados para 2009 foi mantida em 5,5%.

Juros em queda

O Copom também discutiu a redução da taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual na reunião realizada nos 9 e 10 deste mês. Entretanto, a maioria dos membros do comitê optou por manter a Selic em 13,75% ao ano. Na reunião, o Copom avaliou que a desaceleração econômica por um período prolongado pode ampliar os efeitos da política monetária, que usa a Selic para controlar a inflação. Ou seja, o menor ritmo de crescimento da economia diminui a demanda por produtos e serviços e, por conseqüência, a inflação.

A desaceleração, que pode ser mais forte no próximo ano, é uma conseqüência da crise financeira internacional. Segundo a ata, apesar de ter analisado esse cenário, “prevaleceu no comitê o entendimento de que a trajetória prospectiva central da inflação ainda justificaria a manutenção da taxa básica em seu patamar atual”.

Na opinião de membros do Copom, ainda há riscos para a dinâmica inflacionária, devido à alta de preços neste ano e também a ajustes no balanço de pagamentos (registro de todas as transações econômicas e financeiras do país com outros).

Crise

Presidente do Banco Central e um dos integrantes do Copom, Henrique Meirelles participou, nesta quinta-feira, de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.  Ele vai falar sobre as últimas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) referentes à taxa Selic e apresentar um balanço da política monetária e cambial.

Antes da audiência com Meirelles, os parlamentares da CAE analisaram o projeto que determina a realização extraordinária de um concurso da mega-sena destinado às vítimas das enchentes de Santa Catarina.

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