Depois de Guapimirim, na Baixada Fluminense, agora é a vez de Niterói receber o gás natural, em cerca de 30 dias.
Nesse meio tempo, se dará início ao processo de levar o combustível a Teresópolis, Friburgo e Cachoeiras de Macacu, as duas primeiras cidades na Região Serrana e a terceira nas Baixadas Litorâneas.
É a interiorização desse combustível não poluente que o governo está implementando no Estado do Rio de Janeiro.
Segundo o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, Niterói será o 32º município fluminense beneficiado com a chegada do gás natural.
- Este é um sonho antigo da população de Niterói, especialmente dos taxistas. A expectativa era de que o gás só chegasse em 2015, mas o governo Rosinha está antecipando a chegada em quase 10 anos. No início do governo Anthony Garotinho, somente o Rio tinha gás natural. Atualmente, superamos a barreira de 30 municípios - destacou Victer.
O gás natural abastece em Guapimirim a primeira das três fábricas do município. Lembrando que o gás natural será um importante estímulo para a economia da cidade, Victer explicou que a chegada do combustível ao município servirá para atrair empresas para a região, aumentando a geração de empregos.
Por conta do Pólo Gás-Químico, em Duque de Caxias, Guapimirim abrigará oito indústrias de transformação de plástico.
Depois da Klabin, o gás natural vai abastecer mais duas fábricas de Guapimirim - a Cibrapel e Funguap - e três postos de combustíveis com GNV (Gás Natural Veicular).
A concessionária CEG investiu R$ 5 milhões na implementação de 15,8 quilômetros de redes de dutos que vão abastecer os segmentos industrial, residencial, comercial e de gás veicular.
Para o secretário, o GNV não só promove a economia, mas que, no âmbito industrial, seu uso produz uma redução importante nos custos mensais, pois o combustível é mais barato e limpo.
Ele lembrou que só na fábrica da Klabin haverá a eliminação da queima de 9.240 toneladas de óleo combustível por ano, substituído pelo uso de 10,2 milhões de metros cúbicos de gás natural.
- Essa substituição de combustível contribui ainda mais para a redução da emissão de gases para a atmosfera, como determina o Protocolo de Kyoto, já que não haverá emissão de partículas para a atmosfera e a emissão de gás carbônico será 25% menor - informou o secrerário.