O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, disse, nesta quarta-feira, que é normal a decisão de recorrer no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra a decisão da juíza eleitoral de Campos Denise Appolinária, que declarou Garotinho e a governadora Rosinha Matheus inelegíveis por três anos a contar de 2004.
- É a manifestação de quem não concorda com a sentença da juíza. É normal que alguém que receba uma sentença discorde dela - disse.
Sobre a declaração que ele fez sobre a relação da juíza com o Partido dos Trabalhadores (PT), Garotinho disse que apenas fez um comentário, e que não considera ofensa, que a juíza tem simpatia por um determinado partido político.
- Não considero isso uma ofensa. Eu disse também que na minha opinião, e as pessoas devem ter opinião, que a sentença não refletia o que tinha ocorrido na cidade. Mas isso vai longe de toda essa celeuma que foi criada. Eu não fiz um ataque pessoa, não disse que ela era desonesta - disse.
O ex-governador disse que tem o direito de discordar da sentença pelo que viveu durante as eleições em Campos.
- As denúncias mais grave pesavam contra o prefeito que ela cassou, João Campista, e o ex-prefeito Arnaldo Viana. Eles são acusados de ter contratado, em período eleitoral, 24 mil pessoas para alterar o resultado da eleição. E no primeiro turno o candidato do PMDB foi vitorioso e no segundo turno, com a utilização da máquina da prefeitura de Campos, haviam revertido o quadro.
Garotinho defende direito de recorrer contra sentença
Quarta, 18 de Maio de 2005 às 08:43, por: CdB