Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2026

Garotinho convida Piva para ser ministro da Fazenda

O candidato do PSB à Presidência, Anthony Garotinho, criticou nesta segunda-feira a política econômica do governo federal e convidou o presidente da Fiesp (Federação da Indústrias do Estado de São Paulo), Horacio Lafer Piva, para ser seu ministro da Fazenda, em caso de vitória nas eleições de outubro. (Leia Mais)

Segunda, 15 de Julho de 2002 às 11:42, por: CdB

O candidato do PSB à Presidência, Anthony Garotinho, criticou nesta segunda-feira a política econômica do governo federal e convidou o presidente da Fiesp (Federação da Indústrias do Estado de São Paulo), Horacio Lafer Piva, para ser seu ministro da Fazenda, em caso de vitória nas eleições de outubro. ´Vou voltar aqui para chamar o Piva para ser meu ministro da Fazenda", afirmou Garotinho durante apresentação de suas propostas de governo em encontro com presidenciáveis promovido pela Fiesp. ´Ele (Piva) só não vai ser o meu ministro se não quiser. Ele entende muito mais de política industrial do que os outros que estão aí", disse o candidato. Garotinho não quis comentar sobre quem seriam ´os outros". Em entrevista coletiva concedida após o encontro, o candidato disse que não estava brincando. Piva recusou o convite dizendo que ainda tinha dois anos de mandato à frente da Fiesp e que iria cumpri-lo até o final. Garotinho atacou a política econômica do presidente Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica. Para ele, ´a estabilidade da moeda não impede o crescimento" e ´faltou um projeto nacional". ´Acho nosso presidente uma elegância de pessoa, mas acho que venderam para ele uma coisa que não era o que ele pensava. Ele deveria procurar o Procon", afirmou. Garotinho reafirmou que é a favor de um acordo provisório com o FMI (Fundo Monetário Internacional) com duração de um ano para evitar turbulências na economia brasileira. O acordo começa a ser debatido nesta semana entre o deputado federal Aloisio Mercadante (PT-SP) e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Fraga defendeu na semana passada que todos os candidatos a presidente assinem um acordo provisório com o FMI. Proposta Garotinho disse que foi o melhor renegociador da dívida dos Estados com o governo federal e pontuou toda sua apresentação em sua gestão à frente do governo do Rio (1999-2002). ´A gestão do Rio de Janeiro se assemelha muito ao que vamos encontrar", afirmou. O candidato disse considerar importante o país ter metas de inflação como forma de nortear as políticas do governo e que é preciso manter a estabilidade dos preços e respeitar os contratos. O presidenciável voltou a defender uma reforma tributária que aumente a oferta de créditos, exonere a produção e defina as responsabilidades das diferentes esferas do Executivo -federal, estadual e municipal. Garotinho baseou sua proposta de reforma tributária no incentivo ao crédito, no combate às fraudes e no estímulo de formalização dos trabalhadores. Segundo Garotinho, o governo FHC aprovou no congresso propostas mais difíceis do que a de uma reforma tributária. ´Ele não fez a reforma porque não quis."

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