Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

Garotinho alega perseguição e vai recorrer de decisão do TRE

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro confirma: o ex-governador Anthony Garotinho e sua esposa, a também ex-governadora Rosinha Matheus, estão inelegíveis e o seu pupilo político, o deputado federal Geraldo Pudim (PMDB-RJ) terá o seu mandato cassado.

Terça, 10 de Julho de 2007 às 07:20, por: CdB

O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, questionou em seu blog a Justiça brasileira e disse que estaria sofrendo perseguição.

— É inacreditável o que acontece na Justiça deste País. Lutaremos até o fim para que prevaleça a justiça sobre a perseguição — afirmou prometendo que irá recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que decidiu que Garotinho e sua mulher, Rosinha Matheus, ficarão inelegíveis por três anos.

Garotinho alega ainda que, em idêntico processo movido na área federal, o Ministério Público em Brasília deu parecer contrário a decisão tomada agora pelo TRE do Rio.

— Como não havia prova contra mim, um dos juízes para justificar o seu voto, fez a seguinte afirmação, sem nenhuma prova: 'Garotinho deve ter pego o telefone e ligado para o DER e mandado fazer a obra, foi isso que aconteceu, tenho certeza'. Como pode alguém fazer tal afirmativa sem nenhuma prova, não é julgamento, é perseguição — disse o ex-governador no blog.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro também irá cassar o mandato do pupilo político do casal, o deputado federal Geraldo Pudim (PMDB-RJ). A decisão foi tomada no fim da noite desta segunda-feira. Porém, a decisão será anunciada oficialmente na próxima quinta-feira pelo presidente do TRE, Roberto Wider, na próxima sessão do Tribunal. O presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) à época, Henrique Ribeiro, também foi considerado inelegível. Além disso, cada um terá de pagar uma multa de 100 mil Ufir ao TRE.

Garotinho e Rosinha foram indiciados por crime de compra de votos em favor do candidato do casal ao Congresso, Geraldo Pudim, que também concorreu à eleição para prefeito de Campos com o apoio do casal em 2004.

A decisão foi baseada no relatório do juiz Márcio Mendes da Costa, que declarou que a reunião realizada em 12 de setembro do ano passado, em Sapucaia, no interior do Estado, tinha como objetivo discutir a negociação de votos a favor de Pudim. Na ocasião, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) teria asfaltado ruas da cidade em troca de votos para Pudim.

Quatro juízes foram a favor da inelegibilidade do casal: os juízes Jacqueline Montenegro, Luiz Mello Serra, Maria Helena Cisne Cid e Rodrigo Cândido Oliveira. Já o desembargador Rudi Loewenk pediu vistas do processo. Ele anunciará o resultado de seu voto na quinta-feira, mas não mudará a decisão tomada pelo TSE.

 

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