Ex-governador do Rio de Janeiro e atual secretário de Governo e de Coordenação do Estado, além de presidente regional do PMDB, Anthony Garotinho formalizou, nesta quarta-feira, a sua pré-candidatura à presidência da República pela legenda. A solenidade aconteceu pela manhã, na Câmara dos Deputados. Garotinho será o primeiro peemedebista a se inscrever para concorrer às prévias que o partido vai realizar no dia 5 de março do ano que vem, para escolher o candidato pela legenda em 2006.
Ex-candidato à Presidência da República em 2002 e secretário de Segurança Pública (2003-2004), Garotinho já foi prefeito de Campos por duas vezes (1989-1992/1997-1998), deputado estadual (1987-1988) e secretário de Agricultura, Abastecimento e Pesca no governo Brizola (1993). Ele deixou o governo do Rio de Janeiro (1999-2002) para concorrer à sucessão de Fernando Henrique Cardoso, pelo PSB. No primeiro turno das eleições em 2002, Garotinho obteve cerca de 15 milhões de votos, ficando em terceiro lugar.
O postulante à candidatura majoritária do Partido, ano que vem, promete fazer oposição cerrada ao atual presidente da República. Garotinho disse que o PMDB "não pode manter em seus quadros figuras com comportamento subserviente ao governo", em alusão direta ao presidente do Senado, Renan Calheiros. Garotinho voltou a lembrar que o Brasil tem uma das maiores taxas de juros no mundo, que beneficiam uma parcela pequena da população: são os banqueiros e demais instituições financeiras. A prioridade deveria ser outra: investimentos no setor produtivo, para gerar empregos, salários e crescimento.
- Esses juros altos não prestam, são impatrióticos, imorais - reclamou o ex-governador, que considera Lula um traidor.
Garotinho também recebeu apoio da bancada peemedebista mineira à sua candidatura à sucessão de Lula, com a qual reuniu-se em Belo Horizonte, no início do mês passado. Garotinho também esteve em Curitiba com a governadora Rosinha Garotinho e reuniu-se com mais de dois mil militantes, políticos e lideranças do partido, entre as quais o anfitrião, o governador Roberto Requião. No encontro estavam também Michel Temer e os governadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Luiz Henrique da Silveira (SC) e o ex-governador Orestes Quércia (SP).