Com os medalhões Edílson, Felipe e Júlio César machucados, o zagueiro André Bahia indo para a Seleção Brasileira sub-23 e com o departamento de futebol impossibilitado de fazer contratação, o técnico Nelsinho Baptista não tem outra alternativa a não ser investir nos jovens. Ele prevê muitas dificuldades ao longo do Campeonato Brasileiro, mas tem procurado dar força aos mais novos. Apesar de afirmar que a necessidade de trazer novos jogadores para determinadas posições, principalmente para a zaga, é imensa, Nelsinho acredita que poderá realizar um bom trabalho com os jogadores do atual elenco e pede compreensão à torcida. "O nosso grupo não deixa a desejar aos demais do Campeonato Brasileiro. No entanto, há determinadas posições em que estamos carentes e nas quais, certamente, teremos problemas de contusão e cartões. É o caso da zaga. Portanto, é hora da nossa torcida dar integral apoio aos jogadores, principalmente aos novos que estão subindo agora", disse o técnico. Além dos zagueiros Renan e Henrique, o treinador fez subir para o time principal o meia juvenil Robson, de apenas 17 anos. Na zaga, sem Váldson, que rescindirá seu contrato, e André Bahia, que irá para a Copa Ouro com a Seleção, uma opção será recuar mais uma vez o volante Fabiano Eller. Investigação A diretoria do Flamengo enviou notícia-crime ao Ministério Público Federal pedindo a investigação sobre uma carta, com a assinatura supostamente falsificada do ex-presidente do clube Edmundo dos Santos Silva. Esta carta foi anexada a um documento da Federação Árabe enviada à CBF solicitando explicações sobre a transação do atacante Jackson, que de acordo com o Al-Khaleej Club, da Arábia Saudita, foi adquirido em definitivo, após ter sido emprestado no ano passado. O empréstimo de Jackson se encerrou no dia 31 de maio, mas de acordo com os dirigentes do Al-Khaleej ele foi contratado em definitivo ao terem depositado US$ 10 mil (aproximadamente R$ 28 mil) numa conta do Flamengo na Flórida (EUA) em nome de uma empresa chamada Gormel Holdings Inc. Esse valor teria sido a exigência do clube feita nesta carta, que tem o timbre do clube carioca, para ceder de vez o atacante. Pelo empréstimo, o Rubro-Negro já havia recebido valor igual em 2002.