Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Garota de 2 anos é morta em ritual de magia negra

Terça, 02 de Setembro de 2003 às 23:38, por: CdB

Ivete de Souza, 2 anos e 6 meses, foi torturada até a morte durante um ritual macabro realizado pela própria mãe, a tia e o padrasto, que alegava incorporar o caboclo 'Pena Roxa', no município de Serra do Ramalho, no interior da Bahia.
 
A garota sofreu rompimento de órgãos internos, provocado por estupro, e queimaduras generalizadas. Josivaldo Ferreira dos Santos, 29, confessou o crime, alegando que a menina estava 'possuída'.

Ele foi preso em flagrante juntamente com a mulher, Idenícia de Souza, 26, mãe da vítima, e a cunhada Eliete Alves Nascimento, 18, na localidade Agrovila II, onde ocorriam os maus-tratos.

A polícia chegou até eles depois de uma denúncia dos atendentes de saúde do posto médico local, para onde a menina foi levada já sem sinais vitais.

Ivete apresentava dilaceração da região genital e queimaduras nas mãos, abdômen e em volta da boca, provocadas por combustão de álcool. Ao ser detido, Josivaldo confessou o crime, apontando a mãe e a tia da menina como co-autoras, mesmo elas tendo negado a participação nas sessões de magia negra.

No barraco onde estavam morando, em péssimas condições de higiene e habitabilidade, a polícia encontrou colares de contas coloridas, velas e vestimentas usadas nos rituais.
 
Residindo há dois meses na casa de Idenícia, Josivaldo alegou que havia um feitiço contra a mulher feito pela avó de Ivete, que mora em São Paulo, e que a maldição havia recaído sobre a criança. Para 'libertá-la', há uma semana vinham realizando as sessões, durante a noite, se fechando no interior do imóvel para que o 'caboclo' pudesse ser incorporado.

Para sufocar os gritos da filha, Idenícia enfiava um pedaço de trapo em sua boca. Ivete sofreu mordidas na mãos e para ocultar as marcas Josivaldo a queimou usando álcool. Depois de estuprada e ter órgãos rompidos, a menina começou a apresentar inchaço no abdômen. Pensando em ter 'aprisionado o espírito', ele apertou a criança para que o 'mal' saísse pela genitália. Não satisfeito, ateou fogo em seu abdômen.

No último domingo à noite, Ivete passou a não responder aos estímulos e sua mãe resolveu levá-la até o posto de saúde da Agrovila, onde a menina chegou sem vida. Lá contou que a criança havia se queimado com água quente que caíra do fogão sobre seu corpo, mas a versão não convenceu aos atendentes, que perceberam ter a garota sofrido violência sexual.

A polícia foi comunicada sobre o fato e prendeu Josivaldo, que denunciou as duas mulheres. Os três foram autuados pelo delegado Marco Antônio Gonçalves, titular de Serra do Ramalho, por homicídio qualificado. Se condenados, poderão cumprir até 30 anos de prisão em regime fechado.

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