A direção da Funai informou nesta quinta-feira que cerca de 200 garimpeiros voltaram a invadir a reserva dos cintas-largas, em Rondônia, atrás dos diamantes, desobedecendo os limites do território demarcados pela Polícia Federal e desdenhando do perigo de novo confronto com os índios.
No início deste mês, 26 garimpeiros foram assassinados pelos índios e outros 11 estão desaparecidos. Eles faziam o garimpo nas terras indígenas sem a permissão dos caciques. O superintendente da Funai na região é investigado pela PF sob suspeita de facilitar a entrada dos garimpeiros na reserva.
A Funai admite que há possibilidade de ocorrer um novo ataque dos índios. O massacre de garimpeiros deixou isolados os índios cintas-largas que vivem na área indígena Roosevelt e nas outras três reservas vizinhas: Serra Morena, Aripuanã e Parque Aripuanã. Temendo um revide de garimpeiros que moram em cidades próximas às reservas, os índios estão evitando sair das aldeias. A Funai tem orientado os cintas-largas a evitar as cidades, onde poderiam se encontrar com garimpeiros.