Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

Garibaldi: Rejeição da CPMF mostra que Senado precisa ser respeitado

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), comentou na manhã desta quinta-feira a rejeição da proposta que prorrogaria a CPMF até 2011. A votação durante a madrugada marcou sua estréia como presidente da Casa. (Leia Mais)

Quinta, 13 de Dezembro de 2007 às 09:40, por: CdB

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), comentou na manhã desta quinta-feira a rejeição da proposta que prorrogaria a CPMF até 2011. A votação durante a madrugada marcou sua estréia como presidente da Casa.

– Não sou pé-frio. Já ganhei nove eleições, brincou.Garibaldi afirmou que a rejeição serviu para mostrar que o Senado precisa ser respeitado.

Dizer que o governo sempre vence, às vezes não acontece. É preciso o governo aprender que o Legislativo tem suas prerrogativas, entre elas de recusar os projetos do governo. Parece que isso estava sendo esquecido, disse. E negou que o comentário fosse um conselho para o governo. O governo está distante do Senado, completou.

O líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), chegou a ler em plenário uma carta-compromisso do presidente do Luiz Inácio Lula da Silva com mais uma proposta para tentar convencer a oposição de votar favorável à matéria. No documento, o governo concordava em destinar mais recursos da CPMF para a saúde. Não deu certo. Faltaram quatro votos para a matéria ser aprovada.

– Arregaçar as mangas e, de última hora, conversar com os senadores nem sempre é a solução, disse Garibaldi.

O presidente do Senado afirmou que pretende fazer uma reunião com líderes partidários o mais rápido possível para definir prioridades. Entre as prioridades, citou a reforma do Regimento Interno do Senado e a votação do Orçamento. Ele examina a possibilidade de propor uma convocação extraordinária da Casa para essa votação.

O único problema, de acordo com o presidente, é a dificuldade em concretizá-la.

– A reforma tributária é um oásis, um sonho, uma coisa encantadora, mas que, quando se chega próximo, não há um casamento. Agora deveria se pensar nela, disse.

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