Presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) aproveitou a exibição de um vídeo com o discurso do ex-presidente João Goulart sobre as reformas de base, para defender a revisão política e tributária do país.
– Ele (João Goulart) falava em fazer reformas, entre elas uma que está para ser feita, que é a tributária. Isso significa que o Brasil precisa caminhar de forma mais célere para fazer justiça não apenas àqueles que o governaram, mas aos governados que estão aí reclamando por coisas que deveriam ser feitas e não foram – disse o presidente do Senado, a jornalistas.
Garibaldi reclamou da quantidade de medidas provisórias enviadas ao Congresso pelo governo que, segundo ele, atrapalha a discussão das reformas necessárias.
– O governo tem que entender que não pode trancar a pauta do Congresso, frustando uma pauta que não é só a dele – disse durante o encerramento da 20ª Conferência Nacional dos Advogados, que julgou a anistia de João Goulart.
Votações
Na Câmara, a Comissão Especial da Reforma Tributária pretende votar nesta semana o parecer apresentado pelo relator da proposta, deputado Sandro Mabel (PR-GO). O presidente da comissão, deputado Antonio Palocci (PT-SP), quer encerrar a discussão da reforma na reunião marcada para as 12h de terça-feira. Palocci espera que o relatório final esteja pronto para ser votado na reunião de quarta-feira.
Antes de fechar o parecer final a ser votado, Mabel vai se reunir com alguns secretários estaduais de Fazenda para buscar um texto consensual que possa ser aprovado pela comissão. Na semana passada, 16 secretários de Fazenda assinaram documento entregue ao presidente e ao relator pedindo mais prazo para discussão e votação da matéria.
Enquanto a comissão tenta votar a reforma tributária, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas marcou reuniões dois dias para tomada de depoimentos. Na terça, às 14h30m, a CPI ouve o delegado da Polícia Federal Márcio Derenne , ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Além disso, os parlamentares votam alguns requerimentos.
Na quarta-feira, também às 14h30m, a comissão ouvir o chefe da Divisão de Correições da Corregedoria da Polícia Federal, Amaro Vieira Ferreira, e o procurador da República no Estado de São Paulo, Roberto Antônio Dassié Diana. Depois disso, devem ser votados requerimentos de mais convocações.
Até sexta-feira, a pauta de votações da Câmara ainda não tinha sido definida, embora existam projetos de lei e de Propostas de Emendas à Constituição (PECs) prontos para serem votados em plenário. O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), deve reunir-se com os líderes partidários no início da semana para definirem as propostas que serão levadas à votação no plenário da Casa.