O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse nesta quarta-feira que a possível recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou qualquer tributo similar não passará facilmente pelo crivo dos senadores. Os deputados da base aliada negociam com o governo uma fonte de financiamento para a saúde, como parte da regulamentação da Emenda 29.
– A CPMF, a nova contribuição, não passa fácil aqui no Senado. O fantasma da velha discussão da CPMF pode prevalecer e isso levaria o debate a se radicalizar, coisa que não deveria acontecer”, ponderou o senador.
De acordo com Garibaldi, a carga tributária brasileira já é uma das maiores do mundo, e por esse motivo considera que a criação de um novo tributo seria "um abuso".
O senador considera uma solução melhor o aumento das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os cigarros e as bebidas alcoólicas.
– Essa solução, de todas que foram aventadas, é a mais amena que existe com relação ao contribuinte e ao problema da carga tributária.
Garibaldi admitiu, no entanto, que se não houver outra alternativa, não vê outra solução para bancar os recursos previstos na Emenda 29, que é a criação de um novo tributo nos moldes da CPMF.
– Eu estou querendo defender uma solução que não onere mais o contribuinte, mas admito até, se não tiver outra solução, que a saúde deve prevalecer. Se não se encontrar outra solução, vamos encontrar a solução que saia do bolso do contribuinte. É a última das soluções – afirmou.