Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Garibaldi anuncia instalação de CPI dos Cartões Corporativos no Senado

O Senado terá uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exclusiva para investigar o uso de cartões corporativos no governo federal. O presidente da Casa, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse há pouco que vai ler o requerimento para instalação da CPI na sessão plenária na tarde desta terça-feira. (Leia Mais)

Terça, 08 de Abril de 2008 às 13:19, por: CdB

O Senado terá uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exclusiva para investigar o uso de cartões corporativos no governo federal. O presidente da Casa, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse há pouco que vai ler o requerimento para instalação da CPI na sessão plenária na tarde desta terça-feira.

O anúncio sobre a instalação da comissão foi feito por líderes dos partidos após reunião, durante o almoço, na residencial oficial do presidente do Senado.

— Vou ler [o requerimento] em respeito ao regimento [interno do Senado], à Constituição e ao compromisso que assumi com a oposição —, disse Garibaldi Alves Filho.

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos , deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), avaliou que ter duas CPIs simultâneas e com a mesma finalidade é um desperdício de dinheiro público muito maior do que os "equívocos que, provavelmente, encontraremos com o uso do cartão corporativo".

- Muita gente afirma que o Parlamento está mais para delegacia de polícia do que para Parlamento. Duas CPIs vão evidenciar essa imagem. Aí, sim, será desperdício de dinheiro público - sustentou.

Na ocasião, Luiz Sérgio também considerou que o sigilo requerido pelo governo para os gastos da Presidência da República é garantido pela Constituição. E avaliou o comparecimento na comissão, nesta terça, do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, General-de-Exército Jorge Armando Félix, como o ponto de partida de um debate que só se encerrará após os depoimentos do ex-ministro da mesma pasta General-de-Exército Alberto Cardoso e do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda.

- Esse juízo de valor vai se formar na conclusão desse debate. Esse debate é muito subjetivo, porque o general Félix diz que tudo aquilo que for evidenciar, mostrar como algo rotineiro, se constitui em contas sigilosas - frisou.

O deputado informou, entretanto, que as informações consideradas não-sigilosas correspondem a mais de 99% do que foi gasto e que esse material está chegando à CPI Mista dos Cartões Corporativos. Luiz Sérgio sugeriu que aqueles que reclamam não ter o que fazer podem se debruçar sobre este material, que está no arquivo, é público e está acessível a todos os membros da comissão.

Tags:
Edições digital e impressa