O garçom Valter Mafra, condenado por aliciar menores na cidade de Porto Ferreira, interior de São Paulo, pediu perdão às famílias das garotas vítimas de abuso sexual. Mafra foi sentenciado a 67 anos prisão - reduzidos à metade por colaborar com a Justiça - pelo crime de agenciar menores para rede de prostituição.
Mafra fez as primeiras declarações públicas sobre o caso ontem, após ser condenado. O garçom pediu perdão às meninas e famílias envolvidas no crime e disse que "agora vou pagar minha parte", referindo-se a prisão. O garçom disse que todo o tempo só disse a verdade e, por isso, esperava uma pena menor.
O garçom está preso no Centro de Detenção de Hortolândia, interior paulista, mas agora que foi condenado em primeira instância deve ser transferido para uma penitenciária.
Empresário também é condenado
O empresário Carlos Alberto Rossi foi condenado a 4 anos de prisão, transformados em pena de prestação de serviços à comunidade. Carlos não participou de nenhuma festa, mas foi visto ao lado das garotas aliciadas.
Outras 12 pessoas, entre vereadores, funcionários públicos e empresários foram indiciados pela Justiça e devem ser julgados ao longo do ano.
Caso comoveu o país
O caso de Porto Ferreira foi descoberto em setembro de 2003. Meninas menores de idade eram aliciadas nas ruas da cidade para participar de orgias. As garotas ganharam R$50 e roupas novas para participar das festas.